Que eu jamais esqueça os campos em volta e além de mim,
Que eu jamais desperdice as sementes, uma sequer,
que eu jamais desperdice o tempo, que eu valorize um precioso segundo,
pois pode valer uma vida,
Que eu jamais esqueça as vozes que me chamam de longe
num convite urgente, para semear ou para colher,
vozes aos gritos, ou aos sussurros desfalecidos, que me pedem socorro
Que meus ouvidos jamais se acostumem, ao som dos que festejam nas gavelas já colhidas, abarrotadas, ou dos brados alegres dos que ficam.
Que eu jamais me furte a responsabilidade de ir, ao ser designado, onde tanto é preciso,
que jamais me perca nas teias das minhas vaidades,
ou no ardor de minhas vontades.
Que minhas mãos jamais percam o tato, e meu olfato o cheiro do campo,
Que meu alvo não se perca do trigo, e se embeveça por outras sementes, outras semeaduras,
supérfluas sementes, traiçoeiros caminhos,
Que eu jamais me adone da semente, no campo do meu Deus
Que eu jamais venha lamentar o tempo perdido, sementes desperdiçadas, o campo sem semear...
Que as areias movediças dos prazeres desta vida, jamais prendam meus pés ou encurtem meu caminho
Que flores, perfumes, sombras e brisas, jamais roubem a beleza dos meus pés machucados entre pedras, ou sagrando pisando em espinhos.
Que meu olhar esteja fixo horizonte além, para onde o dedo do todo poderoso aponta.
Que os aplausos tornem-se obscuros, obsoletos pereçam os desejos carnais,
Que minha armadura não pese e me permita lutar como um guerreiro sempre voluntário, com a espada na mão, um sorriso nos lábios, subindo a montanha com a bandeira do EVANGELHO.
Que eu vá sem reclamar, feliz por poder chegar a tempo
de secar uma lágrima ou chorar junto,
pronta para emendar jóias partidas, e pescar pérolas submersas, das densas trevas do pecado,
a tempo de dar um abraço em quem a tanto tempo espera, e entender sua pressa
por uma resposta, um sorriso, uma palavra, pela salvação, pelo fim da desesperança se sua alma.
Judite Araujo.
Que eu jamais desperdice as sementes, uma sequer,
que eu jamais desperdice o tempo, que eu valorize um precioso segundo,
pois pode valer uma vida,
Que eu jamais esqueça as vozes que me chamam de longe
num convite urgente, para semear ou para colher,
vozes aos gritos, ou aos sussurros desfalecidos, que me pedem socorro
Que meus ouvidos jamais se acostumem, ao som dos que festejam nas gavelas já colhidas, abarrotadas, ou dos brados alegres dos que ficam.
Que eu jamais me furte a responsabilidade de ir, ao ser designado, onde tanto é preciso,
que jamais me perca nas teias das minhas vaidades,
ou no ardor de minhas vontades.
Que minhas mãos jamais percam o tato, e meu olfato o cheiro do campo,
Que meu alvo não se perca do trigo, e se embeveça por outras sementes, outras semeaduras,
supérfluas sementes, traiçoeiros caminhos,
Que eu jamais me adone da semente, no campo do meu Deus
Que eu jamais venha lamentar o tempo perdido, sementes desperdiçadas, o campo sem semear...
Que as areias movediças dos prazeres desta vida, jamais prendam meus pés ou encurtem meu caminho
Que flores, perfumes, sombras e brisas, jamais roubem a beleza dos meus pés machucados entre pedras, ou sagrando pisando em espinhos.
Que meu olhar esteja fixo horizonte além, para onde o dedo do todo poderoso aponta.
Que os aplausos tornem-se obscuros, obsoletos pereçam os desejos carnais,
Que minha armadura não pese e me permita lutar como um guerreiro sempre voluntário, com a espada na mão, um sorriso nos lábios, subindo a montanha com a bandeira do EVANGELHO.
Que eu vá sem reclamar, feliz por poder chegar a tempo
de secar uma lágrima ou chorar junto,
pronta para emendar jóias partidas, e pescar pérolas submersas, das densas trevas do pecado,
a tempo de dar um abraço em quem a tanto tempo espera, e entender sua pressa
por uma resposta, um sorriso, uma palavra, pela salvação, pelo fim da desesperança se sua alma.
Judite Araujo.

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