terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Rumo ao norte
RUMO AO NORTE!!!
Borram os céus raios benditos, já fraco deita o sol,
em seu manto multicor se esconde, cabisbaixo o arrebol.
Morre do dia a pupila, pois a noite chega correndo,
enquanto meu barco em meio as matizes, continua singrando e singrando.
minhas mãos calejadas no leme, beijadas de orvalho e luar,
mantêm a bússola no norte!
Cordéis fortes, panos ao vento, banho de prata num mar cobalto,
ondas revoltas, lampejos no céu, arremetem contra minha proa,
mas deslizo sutil na garoa, mantendo minha bússola no norte!
Vem o medo, vem a bruma, vem o frio,
são mortíferos! são funestos! necessários?
singro nas águas sem chão, mas vem também a fé acalentar-me
nas plegárias, livrando meu olhar dos vácuos temerários,
Aprumando minha bússola no norte!
Quem tem Deus por guia, neste mar profundo,
jamais navegará sozinho, pois das alturas descobri estasiada,
era Ele, nunca eu, eram as Dele, nunca as minhas, as mãos que dirigiam o barco
que guiavam o leme, a esperança que cantava, a fé que me aninava, a paz que me inundava,
eram Dele as mãos que constantemente equilibravam a bússola pro norte!
Obrigada mestre e amigo, pelas horas e dias que incansavelmente me és por capitão, neste barco vulnerável que é a vida, sempre dependente de reparos.
Perdoa as impertinências, as teimosias, as obstinações e melancolias,
deste imaturo coração marinheiro, que em busca do farol, as vezes, entrega-se a revelia, mas confia nas mãos que o guiam para o norte!
Judite Araujo.
em seu manto multicor se esconde, cabisbaixo o arrebol.
Morre do dia a pupila, pois a noite chega correndo,
enquanto meu barco em meio as matizes, continua singrando e singrando.
minhas mãos calejadas no leme, beijadas de orvalho e luar,
mantêm a bússola no norte!
Cordéis fortes, panos ao vento, banho de prata num mar cobalto,
ondas revoltas, lampejos no céu, arremetem contra minha proa,
mas deslizo sutil na garoa, mantendo minha bússola no norte!
Vem o medo, vem a bruma, vem o frio,
são mortíferos! são funestos! necessários?
singro nas águas sem chão, mas vem também a fé acalentar-me
nas plegárias, livrando meu olhar dos vácuos temerários,
Aprumando minha bússola no norte!
Quem tem Deus por guia, neste mar profundo,
jamais navegará sozinho, pois das alturas descobri estasiada,
era Ele, nunca eu, eram as Dele, nunca as minhas, as mãos que dirigiam o barco
que guiavam o leme, a esperança que cantava, a fé que me aninava, a paz que me inundava,
eram Dele as mãos que constantemente equilibravam a bússola pro norte!
Obrigada mestre e amigo, pelas horas e dias que incansavelmente me és por capitão, neste barco vulnerável que é a vida, sempre dependente de reparos.
Perdoa as impertinências, as teimosias, as obstinações e melancolias,
deste imaturo coração marinheiro, que em busca do farol, as vezes, entrega-se a revelia, mas confia nas mãos que o guiam para o norte!
Judite Araujo.
Quando Jacó abençoava seus filhos, disse que JOSÉ era como a planta que ultrapassa o muro. Isto fala de bênçãos e milagres que sobejam, que prosperam mesmo fora do seu contexto, do seu perímetro geográfico.
José prosperou na terra de sua aflição, longe de seu centro emotivo, de suas raízes. Com ele começaram as importações, as leis de tributo, a lei de ofertas, juros e trocas, da expansão de bens para terras estrangeiras.
Mas toda dádiva tem seu preço, o seu foi a perda da ligação afetiva de sua família, o corte dolorido do cordão umbilical. Que para ele nos propósitos divinos, causava dor, mas lhe outorgava oportunidades de conquistas e crescimento além do sonhado.
A prisão, a solidão, o desafio religioso, e o esquecimento não impediram suas águas de dessedentarem mais que o Nilo; de se estenderem pela terra, além dos domínios do Egito, soprando seus préstimos, numa busca do passado, até alcançar novamente as suas raízes quase extintas, e enxertá-las desta vez no zambujeiro, perto das águas, mas produzindo frutos de dor.
Mas guardados limpos, revigorados e originais permaneceram os esboços do plano divino, onde um velho, um menino e uma túnica, apontavam para um monte, um homem e uma cruz. Donde as águas da salvação, jamais interrompidas se lançam
profusas e constantes a oferecer solução para as mazelas do mundo.
José prosperou na terra de sua aflição, longe de seu centro emotivo, de suas raízes. Com ele começaram as importações, as leis de tributo, a lei de ofertas, juros e trocas, da expansão de bens para terras estrangeiras.
Mas toda dádiva tem seu preço, o seu foi a perda da ligação afetiva de sua família, o corte dolorido do cordão umbilical. Que para ele nos propósitos divinos, causava dor, mas lhe outorgava oportunidades de conquistas e crescimento além do sonhado.
A prisão, a solidão, o desafio religioso, e o esquecimento não impediram suas águas de dessedentarem mais que o Nilo; de se estenderem pela terra, além dos domínios do Egito, soprando seus préstimos, numa busca do passado, até alcançar novamente as suas raízes quase extintas, e enxertá-las desta vez no zambujeiro, perto das águas, mas produzindo frutos de dor.
Mas guardados limpos, revigorados e originais permaneceram os esboços do plano divino, onde um velho, um menino e uma túnica, apontavam para um monte, um homem e uma cruz. Donde as águas da salvação, jamais interrompidas se lançam
profusas e constantes a oferecer solução para as mazelas do mundo.
Liberdade
Quando Jacó abençoava seus filhos, disse que JOSÉ era como a planta que ultrapassa o muro. Isto fala de bênçãos e milagres que sobejam, que prosperam mesmo fora do seu contexto, do seu perímetro geográfico.
José prosperou na terra de sua aflição, longe de seu centro emotivo, de suas raízes. Com ele começaram as importações, as leis de tributo, a lei de ofertas, juros e trocas, da expansão de bens para terras estrangeiras.
Mas toda dádiva tem seu preço, o seu foi a perda da ligação afetiva de sua família, o corte dolorido do cordão umbilical. Que para ele nos propósitos divinos, causava dor, mas lhe outorgava oportunidades de conquistas e crescimento além do sonhado.
A prisão, a solidão, o desafio religioso, e o esquecimento não impediram suas águas de dessedentarem mais que o Nilo; de se estenderem pela terra, além dos domínios do Egito, soprando seus préstimos, numa busca do passado, até alcançar novamente as suas raízes quase extintas, e enxertá-las desta vez no zambujeiro, perto das águas, mas produzindo frutos de dor.
Mas guardados limpos, revigorados e originais permaneceram os esboços do plano divino, onde um velho, um menino e uma túnica, apontavam para um monte, um homem e uma cruz. Donde as águas da salvação, jamais interrompidas se lançam
profusas e constantes a oferecer solução para as mazelas do mundo.
Judite Araujo.
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