quinta-feira, 6 de novembro de 2014
UM GRITO PELA VIDA
Mamãe, você possui o dom de gerar, que coisa linda te concedeu o Todo Poderoso.
Teu corpo tão bem planejado tem medidas certas para mim, e condições favoráveis para o meu perfeito desenvolvimento; posso crescer, viver através de ti, me alimentar do que ingeres e ter teu sangue correndo em minhas veias. Sinto a cada dia, uma crescente comunhão contigo, és minha terra de encubação, és meu campo de sementes, és minha alma gêmea, minha força motriz.
Espero que te emociones cada novo dia dos meus progressos, e nas batidas corridas do meu pequeno coração,espero dizer-te que confio em ti. Sim mamãe confio em ti de uma forma, que só os anos vindouros dirão.
Estou guardado e banhado pelos oceanos do teu carinho, e sei que que neste espaço resumido, que diminui a cada dia, sou estreitado de maior cuidado ainda.
Ouço tuas rizadas, teu choro, teus comentários, tua alegria teu medo, teu porvir.
Que triste mãezinha, hoje ouvir, teu plano secreto em me abortar, estremeci de tristeza, pois não acredito que leves esta ideia a cabo.
Que te fiz eu, amor da minha alma? cheio de esperas te penso conhecer, e contemplar teus sorrisos radiantes que de dentro escuto e que me fazem tão bem.
Te peço oh diva dos meus sonhos, pare por favor com essa sina triste, com esse projeto insano de tirar-me a vida.
Se tu soubesses mãe amada da minha vida inteira, o quanto de doçura irei eu te cobrir, de quantos alicerces estarei de dando e todos os frutos que gerarei para ti, não duvidarias nem um tico de gerar-me forte, pois serei o amparo protetor de tua velhice, e o amparo quando o mundo te ferir. O abrigo para os teus vendavais, a poesia para teus momentos ruins Serei a mão que afagará tua testa em cada desventura, teu esquadrão quando as guerras te cercarem, serei teu porto, tua âncora teu timão, no meio do mar e a nuvem que te trará chuva na secura e no calor, serei o vento macio que te trará brisa e o céu estrelado nas noites de verão.
Não me mates mãe querida, sou teu filho, se roubas minha sorte, como posso eu dizer todo a história que Deus projetou pra mim?
Sim, mãe, Deus conta contigo, me entregou aos teus cuidados, espera que realizes seu divino decreto, a vida em flor, através de tuas nobres mãos.
Que te fiz eu ainda tão pequeno, de força e decisão tão infantes? sabe, não dizem que quando o filho nasce as dores são esquecidas? Se dores te causei e ainda brotam, perdão te peço no altar da inocência. Só conheço teu ventre, como minha caverna preferida, tua sombra hoje me abrigo, mas o medo me apavora se me interrompes o fôlego.
Não o faças mãe, tu és sagrada, penses mais um pouco, reflita nas milhões de alegrias que vou de repassar, nos sorrisos de dentro do bercinho, dos beijinhos, dos carinhos que poderei de dar. das mãozinhas, toscas acariciando tua face bela, e por depois nas rugas te beijar.
Pense mãe, espere por mim, sei que sacrifícios vais fazer e sei que doí, o parto não é um mar de rosas, mas faz jorrar a vida para a terra e torná-la bendita e povoada.
Onde está teu senso de justiça, teu caráter, tua força , teu valor?
Não prives a terra de ser abençoada por mais um homem de ideias, um homem de valor.
Serei eu um homem simples, humilde, cheio de virtudes, uma autoridade, um pastor, um presidente, um cavalheiro , um juiz, um agricultor, um profeta, um professor, tu dirás. Se decidires pela vida isso terei, se pelo fim dela em mim, não te verei, mas te espero um dia na eternidade, pois tenho alma, mãe, Deus ma deu. E minha alma será eternamente risonha, pra onde vou, mas tu mãe cuida-te bem, ames a Deus, ames a ti mesma mãe da minha vida, e aprenda o amor ao teu próximo mais próximo, pois sou eu.
Não me mates mãe eu sou teu filho, tua identidade, teu cartão postal, teu lado mais doce.
Promessas mãe, é só o que posso, e ainda assim posso bem errar, mas isso é de todos esperado, mas ouvir que um filho é o bem mais aguardado, e maior que ele é sua doce mãe.
É por isso que te peço entre soluços, ouça a voz do meu pequeno coração,
Não me furtes o direito de nascer.
Não me furtes a alegria de viver.
DIGA NÃO AO ABORTO, DIGA NÃO A MORTE DE INOCENTES QUE NÃO PODEM DEFENDER-SE.
A vida que está dentro de ti, vem de Deus.
Deixe-a nascer!!!!
Esse é meu discurso, meu poema, minha dor, ESSE É MEU GRITO. (Judite Araujo)
Mamãe, você possui o dom de gerar, que coisa linda te concedeu o Todo Poderoso.
Teu corpo tão bem planejado tem medidas certas para mim, e condições favoráveis para o meu perfeito desenvolvimento; posso crescer, viver através de ti, me alimentar do que ingeres e ter teu sangue correndo em minhas veias. Sinto a cada dia, uma crescente comunhão contigo, és minha terra de encubação, és meu campo de sementes, és minha alma gêmea, minha força motriz.
Espero que te emociones cada novo dia dos meus progressos, e nas batidas corridas do meu pequeno coração,espero dizer-te que confio em ti. Sim mamãe confio em ti de uma forma, que só os anos vindouros dirão.
Estou guardado e banhado pelos oceanos do teu carinho, e sei que que neste espaço resumido, que diminui a cada dia, sou estreitado de maior cuidado ainda.
Ouço tuas rizadas, teu choro, teus comentários, tua alegria teu medo, teu porvir.
Que triste mãezinha, hoje ouvir, teu plano secreto em me abortar, estremeci de tristeza, pois não acredito que leves esta ideia a cabo.
Que te fiz eu, amor da minha alma? cheio de esperas te penso conhecer, e contemplar teus sorrisos radiantes que de dentro escuto e que me fazem tão bem.
Te peço oh diva dos meus sonhos, pare por favor com essa sina triste, com esse projeto insano de tirar-me a vida.
Se tu soubesses mãe amada da minha vida inteira, o quanto de doçura irei eu te cobrir, de quantos alicerces estarei de dando e todos os frutos que gerarei para ti, não duvidarias nem um tico de gerar-me forte, pois serei o amparo protetor de tua velhice, e o amparo quando o mundo te ferir. O abrigo para os teus vendavais, a poesia para teus momentos ruins Serei a mão que afagará tua testa em cada desventura, teu esquadrão quando as guerras te cercarem, serei teu porto, tua âncora teu timão, no meio do mar e a nuvem que te trará chuva na secura e no calor, serei o vento macio que te trará brisa e o céu estrelado nas noites de verão.
Não me mates mãe querida, sou teu filho, se roubas minha sorte, como posso eu dizer todo a história que Deus projetou pra mim?
Sim, mãe, Deus conta contigo, me entregou aos teus cuidados, espera que realizes seu divino decreto, a vida em flor, através de tuas nobres mãos.
Que te fiz eu ainda tão pequeno, de força e decisão tão infantes? sabe, não dizem que quando o filho nasce as dores são esquecidas? Se dores te causei e ainda brotam, perdão te peço no altar da inocência. Só conheço teu ventre, como minha caverna preferida, tua sombra hoje me abrigo, mas o medo me apavora se me interrompes o fôlego.
Não o faças mãe, tu és sagrada, penses mais um pouco, reflita nas milhões de alegrias que vou de repassar, nos sorrisos de dentro do bercinho, dos beijinhos, dos carinhos que poderei de dar. das mãozinhas, toscas acariciando tua face bela, e por depois nas rugas te beijar.
Pense mãe, espere por mim, sei que sacrifícios vais fazer e sei que doí, o parto não é um mar de rosas, mas faz jorrar a vida para a terra e torná-la bendita e povoada.
Onde está teu senso de justiça, teu caráter, tua força , teu valor?
Não prives a terra de ser abençoada por mais um homem de ideias, um homem de valor.
Serei eu um homem simples, humilde, cheio de virtudes, uma autoridade, um pastor, um presidente, um cavalheiro , um juiz, um agricultor, um profeta, um professor, tu dirás. Se decidires pela vida isso terei, se pelo fim dela em mim, não te verei, mas te espero um dia na eternidade, pois tenho alma, mãe, Deus ma deu. E minha alma será eternamente risonha, pra onde vou, mas tu mãe cuida-te bem, ames a Deus, ames a ti mesma mãe da minha vida, e aprenda o amor ao teu próximo mais próximo, pois sou eu.
Não me mates mãe eu sou teu filho, tua identidade, teu cartão postal, teu lado mais doce.
Promessas mãe, é só o que posso, e ainda assim posso bem errar, mas isso é de todos esperado, mas ouvir que um filho é o bem mais aguardado, e maior que ele é sua doce mãe.
É por isso que te peço entre soluços, ouça a voz do meu pequeno coração,
Não me furtes o direito de nascer.
Não me furtes a alegria de viver.
DIGA NÃO AO ABORTO, DIGA NÃO A MORTE DE INOCENTES QUE NÃO PODEM DEFENDER-SE.
A vida que está dentro de ti, vem de Deus.
Deixe-a nascer!!!!
Esse é meu discurso, meu poema, minha dor, ESSE É MEU GRITO. (Judite Araujo)
MEU DUAS VEZES
O menino passou muito tempo reunindo material necessário para construir aquele projeto, "um barquinho", mas o queria tão perfeito que ao vê-lo todos pudessem gostar.
Sempre depois da escola, lá estava ele compenetrado em sua mais nobre criação, e a cada dia o barquinho tomava forma.
Um ano se passou, e enfim sua obra prima ficou pronta, seu barquinho luzia ao sol secando a últimademão de tinta verniz.
Contemplando com orgulho o belo e exímio trabalho, não via a hora de levá-lo à beira do riacho e testá-lo, se bem que por antecipação, considerava-lhe um sucesso.
Nem dormiu naquela noite, ao longe trovões ressoavam como um presságio ruim, mas não lhe abalou a fé. Sim, seu barquinho estava guardado, seguro e lindo, pronto para ser estreado na manhã florida.
Nem bem o dia raiou, o menino pega o barquinho e sai sorrateiro para a margem do rio, - coloco ou não na água? parece que vai chover! deixo para amanhã?
pensando assim com zelo quase absurdo pela bela aquisição, não reparou nas grossas nuvens ao redor. Mas seria tal desatino, levar tanto tempo envolto no preparo e não testar seu invento, .... Por fim, vencido pela curiosidade própria de menino, aproxima-se da orla do rio e com um suspiro de prazer e contentamento, solta o barquinho.
Grossos pingos d" água, absurdam seus olhos, por um momento de distração, contempla o céu enegrecido e esquece do barquinho, sabendo que não daria tempo de brincar pois a chuva torrencial o surpreendeu no momento....
Um pensamento lhe consome: "salvar seu barquinho", mas o temporal caiu sem pena, e ele apavorado, corre na beirada do rio, para pegar o barco que era levado com velocidade pela torrente de água e lama.
- Meu Deus- chora angustiado o menino, - meu barco, meu barquinho.....
Tarde demais, a água veloz como um pensamento, levava seu barquinho para mais e mais longe.... procurou um galho, mas não conseguia mais puxá-lo, dançando inocente no vai e vem da corrente, vai-se o barquinho sem deixar vestígios de seu destino.
Olhando incrédulo, o menino soluça sacudindo o corpo magro, e balbucia entre dentes: adeus meu barquinho, adeus, Deus te guie.
Volta para casa cabisbaixo e silencioso, fecha após si a porta, e rememora cada hora, cada dia, minuto após minuto, empregados na preparação.... bem no fundo um filete de esperança, foi engavetado, mas para ninguém mais falou sobre o barquinho.
Dez anos se passaram, e não havia um dia que não lembrasse daquele acontecido, ... o barquinho de madeira, levado pela chuva.
Mudou de cidade, para bem distante, e um dia no fim da tarde, contempla uma vitrine, que como por encanto lhe prende a atenção. - ! Não! não podia ser!?
-aquele barco de madeira na vitrine era o seu! o seu barquinho! mas como?
não fora destruído pelas águas? Sentiu uma emoção sem medida invadir seu peito. Sem pestanejar, entra e pergunta ao vendedor: -Quanto custa esse barquinho?
- duzentos dólares!
_ muito caro, pensou o adolescente, quase homem! mas saiu dali determinado.
Dobraria seus turnos de trabalho, faria hora extra com seu pai, para conseguir aquele dinheiro, e assim o fez. Trabalhou e trabalhou, indo todo dia namorar o barquinho na vitrine, com uma silente oração: ..." não permita Deus que alguém o compre antes de mim."
De posse do valor o jovem encaminha-se para o balção e diz: - por favor, quero comprar aquele barquinho!.
O vendedor conta o dinheiro, e entrega-lhe o barco, com satisfação.
Na rua, o garoto pára, abraça o barco demoradamente e diz:
"UM DIA FOSTE MEU, PORQUE TE FIZ, HOJE ÉS MEU SEGUNDA VEZ, POIS TE COMPREI."
E nós? um dia emoldurados da poeira dos anos, pelas mãos ágeis e peritas do Criador, fomos construídos em amor , dedicação e esmero. mas veio o sagaz tentador e lhe demos ouvidos, e ele com artimanhas tais nos afastou para longe e mais longe do nosso protetor..... Mas o tempo passou, e de uma promessa guardada no coração de Deus, nasceu Jesus, que veio e morreu, consumando o desejo de Deus em nos adquirir segunda vez. Pelo sangue santo, limpo e puro Jesus nos comprou outra vez, e Deus de posse de nossa vida, derrama seu amor, seus dons e talentos nos tornando úteis, úteis para seu reino e honra, a fim de sermos portadores de sua glória.
Mais que um barco valemos nós, mas que qualquer dinheiro desta terra perecível, pois não foi com ouro ou prata que nos comprou, mas com o preço da renúncia, pelo seu sangue, nos fez herdeiros, sim com ele herdeiros outra vez, da glória imarcescível, que nos espera, reservada para aqueles a quem um dia tomou das misérias, e reedificou como um templo, um templo novo, onde o louvor irrompa, pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.
(Nova adaptação de Judite Araujo).
O menino passou muito tempo reunindo material necessário para construir aquele projeto, "um barquinho", mas o queria tão perfeito que ao vê-lo todos pudessem gostar.
Sempre depois da escola, lá estava ele compenetrado em sua mais nobre criação, e a cada dia o barquinho tomava forma.
Um ano se passou, e enfim sua obra prima ficou pronta, seu barquinho luzia ao sol secando a últimademão de tinta verniz.
Contemplando com orgulho o belo e exímio trabalho, não via a hora de levá-lo à beira do riacho e testá-lo, se bem que por antecipação, considerava-lhe um sucesso.
Nem dormiu naquela noite, ao longe trovões ressoavam como um presságio ruim, mas não lhe abalou a fé. Sim, seu barquinho estava guardado, seguro e lindo, pronto para ser estreado na manhã florida.
Nem bem o dia raiou, o menino pega o barquinho e sai sorrateiro para a margem do rio, - coloco ou não na água? parece que vai chover! deixo para amanhã?
pensando assim com zelo quase absurdo pela bela aquisição, não reparou nas grossas nuvens ao redor. Mas seria tal desatino, levar tanto tempo envolto no preparo e não testar seu invento, .... Por fim, vencido pela curiosidade própria de menino, aproxima-se da orla do rio e com um suspiro de prazer e contentamento, solta o barquinho.
Grossos pingos d" água, absurdam seus olhos, por um momento de distração, contempla o céu enegrecido e esquece do barquinho, sabendo que não daria tempo de brincar pois a chuva torrencial o surpreendeu no momento....
Um pensamento lhe consome: "salvar seu barquinho", mas o temporal caiu sem pena, e ele apavorado, corre na beirada do rio, para pegar o barco que era levado com velocidade pela torrente de água e lama.
- Meu Deus- chora angustiado o menino, - meu barco, meu barquinho.....
Tarde demais, a água veloz como um pensamento, levava seu barquinho para mais e mais longe.... procurou um galho, mas não conseguia mais puxá-lo, dançando inocente no vai e vem da corrente, vai-se o barquinho sem deixar vestígios de seu destino.
Olhando incrédulo, o menino soluça sacudindo o corpo magro, e balbucia entre dentes: adeus meu barquinho, adeus, Deus te guie.
Volta para casa cabisbaixo e silencioso, fecha após si a porta, e rememora cada hora, cada dia, minuto após minuto, empregados na preparação.... bem no fundo um filete de esperança, foi engavetado, mas para ninguém mais falou sobre o barquinho.
Dez anos se passaram, e não havia um dia que não lembrasse daquele acontecido, ... o barquinho de madeira, levado pela chuva.
Mudou de cidade, para bem distante, e um dia no fim da tarde, contempla uma vitrine, que como por encanto lhe prende a atenção. - ! Não! não podia ser!?
-aquele barco de madeira na vitrine era o seu! o seu barquinho! mas como?
não fora destruído pelas águas? Sentiu uma emoção sem medida invadir seu peito. Sem pestanejar, entra e pergunta ao vendedor: -Quanto custa esse barquinho?
- duzentos dólares!
_ muito caro, pensou o adolescente, quase homem! mas saiu dali determinado.
Dobraria seus turnos de trabalho, faria hora extra com seu pai, para conseguir aquele dinheiro, e assim o fez. Trabalhou e trabalhou, indo todo dia namorar o barquinho na vitrine, com uma silente oração: ..." não permita Deus que alguém o compre antes de mim."
De posse do valor o jovem encaminha-se para o balção e diz: - por favor, quero comprar aquele barquinho!.
O vendedor conta o dinheiro, e entrega-lhe o barco, com satisfação.
Na rua, o garoto pára, abraça o barco demoradamente e diz:
"UM DIA FOSTE MEU, PORQUE TE FIZ, HOJE ÉS MEU SEGUNDA VEZ, POIS TE COMPREI."
E nós? um dia emoldurados da poeira dos anos, pelas mãos ágeis e peritas do Criador, fomos construídos em amor , dedicação e esmero. mas veio o sagaz tentador e lhe demos ouvidos, e ele com artimanhas tais nos afastou para longe e mais longe do nosso protetor..... Mas o tempo passou, e de uma promessa guardada no coração de Deus, nasceu Jesus, que veio e morreu, consumando o desejo de Deus em nos adquirir segunda vez. Pelo sangue santo, limpo e puro Jesus nos comprou outra vez, e Deus de posse de nossa vida, derrama seu amor, seus dons e talentos nos tornando úteis, úteis para seu reino e honra, a fim de sermos portadores de sua glória.
Mais que um barco valemos nós, mas que qualquer dinheiro desta terra perecível, pois não foi com ouro ou prata que nos comprou, mas com o preço da renúncia, pelo seu sangue, nos fez herdeiros, sim com ele herdeiros outra vez, da glória imarcescível, que nos espera, reservada para aqueles a quem um dia tomou das misérias, e reedificou como um templo, um templo novo, onde o louvor irrompa, pois Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas.
(Nova adaptação de Judite Araujo).
A JOVEM MOTIVAÇÃO DE UM VELHO
Qual a sua idade cronológica?
Qual a idade emocional da sua alma?
ages e reages como alguém que está as portas da morte, ou como alguém que vivencia o poder dos anos bem vividos?
Estás indo ao encontro dos teus sonhos e metas com otimismo e crença, ânimo e fé, ou estás soluçando as perdas da jornada, tornando enfadonho teu próprio trajeto?
Barzilai, havia ajudado Davi todo o tempo que viveu fugindo de Saul, com as provisões necessárias, deu a Davi e seus homens tudo o que precisou naqueles rudes e difíceis anos. foi um amigo solícito, comprometido em suprir carências financeiras e dar apoio.
Como era de se esperar de alguém cujo coração tem medidas grandiosas de amor, compaixão e justiça, Davi, guardava uma surpresa para o velho Barzilai, queria dar-lhe uma ditosa velhice, no conforto e segurança do palácio. Mas Barzilai, cercado das dúvidas de seu coração velho e seu corpo cansado, rejeita tão grande honra, e passou a enumerar ao rei de Israel suas impossibilidades: teria eu condições de discernir o bem do mal? Paladar apurado para saborear as comidas e bebidas? ouvir o som das musicas e ver as danças dos jovens? Barzilai cercou-se de impossibilidades, desistiu de prosseguir ao ultimo capitulo que encerraria com louvor e glória sua carreira. Sem mais ter as ambições necessárias para seguir em vitória, o velho Barzilai despede-se do rei e volta para sua antiga casa.
Quantas vezes nos comportamos assim, tão pessimistas, tão alheios às surpresas do nosso Rei Jesus, as dores, tragédias, problemas e a canseira da jornada nos fazem desistir do que nunca vimos, sem pelo menos a curiosidade de olhá-las através da fé. Voltamos para o quarto escuro e lamentamos as perdas, porque nos faltou ânimo para tomar posse do que ainda está distante. Deus deseja honrar-nos, mas não nos obriga recebê-las.
Barzilai tinha oitenta anos, mais velho no ânimo que em sua cronologia.
Simeão era um idoso cheio de esperança, havia recebido uma palavra que minou sua vida de uma vicissitude admirável, não deixando de esperar por ela até o fim. o prazer de esperar foi sua motivação diária. Um dia entra no templo um casal com uma criança nos braços, quando aquele patriarca a toma, o Espírito que o conservou em vida até então, sussurra-lhe: " ESTE É O MENINO QUE TE FOI PROMETIDO VER, ANTES DE TUA MORTE." E Simeão brada na voz de um velho cheio de gozo e louvor e enaltece a Deus: "DESPEDE EM PAZ O TEU SERVO, PORQUE OS MEUS OLHOS JÁ VIRAM A TUA SALVAÇÃO." Preparado para partir em paz e cheio de alegria, se isso é morrer então é a forma mais doce e viva de abraçar o destino final.
Ao lado dele vendo a cena, com tal entusiasmo, está uma viúva de avançada idade chamada Ana, que dera toda sua vida na casa de Deus, servindo com ânimo e prazer.
Ana tinha mais de oitenta anos.
Eli, o sacerdote, idoso também, já cansado, sentindo o peso dos anos, fecha os olhos para os erros dos seus filhos, Cercado das responsabilidades do dever, fatiga-se diante das honras que usufruía. Sentado comodamente em uma cadeira,e ainda escorado numa pilastra, e não mais de pé, Eli adota a postura de juiz, sendo apenas sacerdote, julga uma outra Ana, quando deveria com afinco gerenciar o relacionamento dela com Deus, incentivando-lhe a crer no poder de quem fizera coisas admiráveis por seu povo nas eras passadas.
Sua falta de postura e ânimo custou-lhe a vida, a vida de seus filhos, de seus netos de toda sua geração, sim, Eli, morreu sem honras, porque tornou-se velho em seu espírito, e em suas atitudes, entregou-se ao ocaso. Que triste fim, que fechar de cortinas para quem era a nata do serviço divino da época.
Mas em contra partida a ele e outros, deparamos alegremente com o velho CALEBE, jovem no ânimo e de um espírito vivaz, que nos dá uma verdadeira lição de otimismo, fé, coragem e empreendedorismo. Sim Calebe, aos quarenta e cinco anos, recebera uma terra em herança, e o tempo passou sem que abatesse sua força e sua credibilidade de que a promessa se cumpriria. Homens falham no trato, Calebe sabia disso, mas tratava com Deus quando rememorava a promessa, e vai alegremente e solícito cobrar de Josué seu líder, o cumprimento.
Não como alguém cansado, destruído, cabisbaixo, ou decrépito, mas vivo, ativo, inovador, consciente da sua força conservada na esperança, que embalou seus anos de espera. Calebe faz de si mesmo um lindo quadro de vivacidade e eficiência: "TÃO FORTE QUANDO ERA, AINDA SOU, PRONTO PARA ENTRAR, SAIR GUERREAR, CONQUISTAR"...... E assim fez. Venceu gigantes, conquistou paz para sua posteridade dormiu feliz. Os anos não consumiram Calebe, não o dobraram, ele os subjugou, com a força da sua vicissitude admirável. Não é de admirar que seu termo, tenha sido a montanha sagrada de Hebrom, cheia de águas superiores e inferiores. Ninguém agrada mais a Deus, do que aquele que mantém viva a chama da fé, foi isto que fez Abraão se tornar marco de justiça na terra, creu e esperou a promessa de Deus, com alegria pois riu com Sara, e ambos receberam a bênção. Mas em se tratando de ânimo para esperar uma promessa, uma palavra, ninguém superou o velho noé, que durante cento e vinte anos, e mais o tempo que ficou dentro da arca; aguardou as chuvas que Deus dissera cairiam, mesmo a despeito das críticas de toda uma geração, Noé creu e obedeceu, por isso sua espera foi honrada com a vida e a preservação da espécie humana. Noé viveu novecentos e cinquenta anos, que ditosa vida. Na arca temos tipificado a Cristo, em Noé o tempo da eternidade, que só em Cristo teremos.
Nossa idade passa, aumenta, e nem sempre começamos bem, ou chegamos ao meio com otimismo, murmuramos, choramos, erramos tanto, isso é do homem, mas Deus nos deu as medidas para o momento final, em Paulo: "COMBATI O BOM COMBATE, ACABEI A CARREIRA E GUARDEI A FÉ". Começar bem, nem sempre é possível, mas terminar animado é o que Deus espera dos seus fiéis soldados.
Moisés foi culto, sábio e manso, mas o encontramos afinal cheio de vida a despeito dos anos, pedindo a Deus sabedoria e entendimento para saber contar os dias, não era aula de aritmética que Moisés precisava, ele pedia a Deus senso ativo, no meio dos anos, para saber conhecer racionalmente cada tempo, cada época para empregar corretamente suas escolhas acertadas.
Habacuque, reconhecia a escassez de ânimo no meio de uma prova que se alonga, e sua oração intensa foi: AVIVA Ó SENHOR A TUA OBRA, NO MEIO DOS ANOS, FAZE-A CONHECIDA.
Não desanime de suas promessas, antes de desistir, rememore cada emoção sentida para cada palavra dada por Deus a teu respeito. Abra os braços para o eterno, nada melhor que promessas antigas, recebidas por corações maduros.
O verdadeiro guerreiro da sobrevivência precisa de alegria diária para não desistir em meio aos confrontos do caminho. A vida é um legado divino, mas como a encaramos e o que fazemos dela e de no´s enquanto a vivenciamos é escolha e decisão nossa.
Olhe com alegria, encantamento e vivacidade para seus anos, não se sinta velho, tenha asas de águia, renove suas esperanças no Senhor, lembre que estás plantado nos átrios do Deus vivo. Seja viçoso, e florescente, na velhice podes dar os melhores frutos da tua vida, então estenda os olhos para o horizonte, conte estrelas, cinja a espada, firma tuas estacas, alarga tuas cordas, e diga como Davi: "JÁ FUI MOÇO, HOJE SOU VELHO, MAS NUNCA VI UM JUSTO DESAMPARADO, NEM A SUA DESCENDÊNCIA MENDIGAR O PÃO."
Judite Araujo
PAZ DE PENA
-Que é a paz mãe, pergunta o menino inquieto,
- ah! menino vc pergunta demais, estou tão ocupada!
- é que quero aprender mãe como é a arte da guerra!
A mãe espantada diz:
-Que é a paz mãe, pergunta o menino inquieto,
- ah! menino vc pergunta demais, estou tão ocupada!
- é que quero aprender mãe como é a arte da guerra!
A mãe espantada diz:
- arte de que?
- arte da guerra mãe, pois se eu souber o que é a paz, talvez quando crescer, eu tenha uma solução para os homens não guerrearem mais uns com os outros.
- mãe, só mais uma pergunta: - a paz nasce de uma semente, ou como ela é representada?-
- humilde como era a mulher franze o senho, - era muito esperto seu lindo menino, que curiosidade!
- sei lá filho, a paz é a paz ora. Acho que vem do coração de Deus.
- Ah, então a guerra vem do coração do diabo mãe? - pergunta o pequeno com avidez.
- Humm, pensa um pouco a mulher atarefada. pode ser filho, pode ser.
-A senhora não tem certeza mãe?
- Oh, filhinho vá brincar vá.... depois te explico sobre a paz e a guerra.
Pegando o menino pela mão, a mãe o leva ate a sacada da pequena casinha naquele morro pobre, aponta a sua frente e diz: - filho, a guerra é como aquele corvo feio ali na frente, pronto pra devorar qualquer detrito putrificado que encontrar. - A paz entretanto, é como aquela pombinha branca que está pousando no telhado da vizinha.... pronto. agora vá já tá explicado.
O menino sai correndo alegre, volta alguns poucos minutos depois aos prantos.
- que foi pergunta a mãe aflita.
- em soluços o menino diz entre lágrimas.
- já aprendi a arte da guerra mamãe... ela é cruel, ela é terrível.
- que aconteceu filho, não chore... conte-me. E com amor abraça seu pequeno estreitando-lhe nos braços amorosos.
- que foi querido ? -A PAZ, mãe, a nossa paz, de pomba, paz de pena, acabou de morrer, com a pedrada certeira da baladeira, do garoto maroto que sumiu na esquina.
- Filho. era só um exemplo meu amor, a verdadeira paz, está em Deus e sempre viva, firme, inabalável e a inteira disposição dos homens que a quiserem através de seu filho Jesus Cristo. Por isso ele morreu para que não tenhamos que esperar por uma paz sem esperança, sem graça paz de penas e por algo tão frágil que nos decepcione.
A paz, nasce do eterno amor de Deus, e nos cerca como beijos de amor, como carinho de mãe,
A mulher falou e falou e nem percebeu que o filho adormecera em seus braços, ao colocá-lo em um catre envelhecido, o menino esboça um sorriso e diz:
OBRIGADA MAMÃE, POR ME DIZER ONDE ESTÁ A PAZ E QUEM A GUARDA. A PAZ NÃO É DE PENA, A PAZ É FEITA DE CÉU, É FEITA DE DEUS.
- arte da guerra mãe, pois se eu souber o que é a paz, talvez quando crescer, eu tenha uma solução para os homens não guerrearem mais uns com os outros.
- mãe, só mais uma pergunta: - a paz nasce de uma semente, ou como ela é representada?-
- humilde como era a mulher franze o senho, - era muito esperto seu lindo menino, que curiosidade!
- sei lá filho, a paz é a paz ora. Acho que vem do coração de Deus.
- Ah, então a guerra vem do coração do diabo mãe? - pergunta o pequeno com avidez.
- Humm, pensa um pouco a mulher atarefada. pode ser filho, pode ser.
-A senhora não tem certeza mãe?
- Oh, filhinho vá brincar vá.... depois te explico sobre a paz e a guerra.
Pegando o menino pela mão, a mãe o leva ate a sacada da pequena casinha naquele morro pobre, aponta a sua frente e diz: - filho, a guerra é como aquele corvo feio ali na frente, pronto pra devorar qualquer detrito putrificado que encontrar. - A paz entretanto, é como aquela pombinha branca que está pousando no telhado da vizinha.... pronto. agora vá já tá explicado.
O menino sai correndo alegre, volta alguns poucos minutos depois aos prantos.
- que foi pergunta a mãe aflita.
- em soluços o menino diz entre lágrimas.
- já aprendi a arte da guerra mamãe... ela é cruel, ela é terrível.
- que aconteceu filho, não chore... conte-me. E com amor abraça seu pequeno estreitando-lhe nos braços amorosos.
- que foi querido ? -A PAZ, mãe, a nossa paz, de pomba, paz de pena, acabou de morrer, com a pedrada certeira da baladeira, do garoto maroto que sumiu na esquina.
- Filho. era só um exemplo meu amor, a verdadeira paz, está em Deus e sempre viva, firme, inabalável e a inteira disposição dos homens que a quiserem através de seu filho Jesus Cristo. Por isso ele morreu para que não tenhamos que esperar por uma paz sem esperança, sem graça paz de penas e por algo tão frágil que nos decepcione.
A paz, nasce do eterno amor de Deus, e nos cerca como beijos de amor, como carinho de mãe,
A mulher falou e falou e nem percebeu que o filho adormecera em seus braços, ao colocá-lo em um catre envelhecido, o menino esboça um sorriso e diz:
OBRIGADA MAMÃE, POR ME DIZER ONDE ESTÁ A PAZ E QUEM A GUARDA. A PAZ NÃO É DE PENA, A PAZ É FEITA DE CÉU, É FEITA DE DEUS.
O VALOR DE UMA OFERTA
O valor de uma oferta ou doação, não está expressa apenas em quantidade, número, vulto ou forma, em como a leva o ofertante. Mas é principalmente visível na renúncia em que estamos dispostos a fazer. Doação só é plenamente expressada quando ela envolve um compromisso que não abre espaço para as brechas do temor, quando quem oferte esteja disposto a por diante do altar de Deus o que mais lhe custe, como o fez Davi.
Oferta envolve o material, as finanças, o emocional, o espiritual, ou qualquer outra forma de doar a Deus nosso melhor, salvaguardando a oferta da imundície de nossas mazelas.
Na doação verdadeira a linguagem é excelência e totalidade. Deus é um Deus de inteiros, não de metades,cedo ou tarde nos defrontaremos com a necessidade de um compromisso, uma renúncia, um sacrifício que sejam totais.Se pensarmos num molde para encaixar uma oferta, o único exemplo cabível precisou de toda a terra, todo o céu e todo o cosmo para caber suas proporções: ' A DOAÇÃO DE DEUS AO MUNDO, na vida do filho Jesus. Nesta dádiva temos exemplo e subsídios para doarmos a vida pelos perdidos, ao invés de gastar tempo com aqueles degenerados, que perderam a adequação das medidas da graça. Isto porque toda oferta é julgada pelos critérios da graça. Doar-se para Deus envolve estas medidas, levemos em conta que os critérios de Deus, são os mais elevados.
Para entendermos o valor que há numa oferta para a obra de Deus não podemos pensar em cifras, seja ela material (bens) ou pessoal (nós mesmos), temos que colocá-la sob a ótica, sondagem e critérios divinos, a intensão da oferta e o coração do ofertante examinados em minucias por Deus dirão o valor, o tamanho e a grandiosidade da oferta. Jesus elogiou uma pobre viúva que colocara no gazofilácio, apenas algumas moedas, e a destacou como a melhor e maior oferta ali na multidão de contribuintes.
Torna-se quase irrelevante o fato, se levarmos em conta que Deus não precisa necessariamente do meu e do teu dinheiro, sendo ele o dono do ouro e da prata. Simplesmente nos oferece oportunidades de contribuirmos com seu reino, e nos tornarmos participes de sua glória e bênçãos.
Quando entendemos que o valor da oferta não é se tamanho, sua quantidade, mas o amor com que doamos, entenderemos melhor e mais precisamente a renuncia de Jesus e sua irrestrita doação na cruz pelos pecadores., para fazer-nos entender o amor do PAI e seu objetivo restaurador.
O maior pedido para uma doação, quando é endereçada a Deus, é exatamente ela ser analisada e rejeitada pelos critérios divinos, pois o olhar de Deus passa pela oferta e foca o coração do ofertante, foi isto o ocorrido com a oferta de Caim. Rejeitando Deus a oferta, só restará uma oportunidade, que ele não rejeite também o ofertante.
Há ofertas no reino de Deus que são exigidas, para provar FÉ, TEMOR e OBEDIÊNCIA, quando a exigência cumpre um propósito, no caso de Abraão, Deus pediu o filho da promessa, apesar da dor e da sensação de perda, marcantes no Patriarca, sua obediência reluziu , e reluz até hoje como marco de amizade, justiça e fé. Abraão não tinha escolhas, sua atitude de obedecer teria que ser incondicional. Ao contemplá-lo Deus foi louvado, e devolveu a oferta com vida ao ofertante.
Jamais esqueçamos que o trono de Deus tem bases de justiça e misericórdia, amor sem doação é fábula, e Deus não nos chamou para sermos meros expectadores no cenário mundial onde as almas perecem, ele nos quer ver plenamente envolvidos com aquilo que somos e com aquilo que temos.
A maior oferta sou eu e você, quando nos doamos incondicionalmente. As pessoas são mais importantes que as coisas, Deus também vê sob esse prisma.
Que tens feito para Deus?
A quantos tens ido levar a palavra?
Pense nisso e disponha-se, vc é a melhor oferta.
( JUDITE ARAUJO)
DEUS, A MENINA E AS BONECAS...
A menina acostumou-se a ver a mãe sempre de joelhos, sempre que o dia estava perto do fim, a mulher apenas balbuciava, ou quando emitia sons, era tão baixo que a menina não distinguia suas palavras. Algumas vezes quando despertava na madrugada, a menina ouvia um choro baixinho, mas o choro não era triste.... ia devagar e sorrateira até a porta entreaberta, e lá estava sua mãe conversando com alguém que só ela via.
Sua mãe era tão forte, tão decidida, tão destemida, nada a fazia desistir, era uma grande mulher, uma guerreira, então por que chorava tanto quando ficava de joelhos?
- mãe, por que a senhora chora quando fica de joelhos?
- porque estou falando com Deus querida,
- e o que de tão ruim contas a ele, que ele te responde e te faz chorar?
. não é que seja ruim linda, é que com Ele, tenho muita liberdade, posso falar tudo o que sinto, tudo o que deseje e pedir tudo o que precise.
- e o que ele diz? pois nunca ouço a voz dele respondendo.
- suas respostas são ouvidas com o coração,
- e os ouvidos do meu coração já cresceram mãe, a ponto de também, falar e poder ouvi-lo?
- não é o tamanho do coração querida , mas a disponibilidade em querer ouvi-lo.
- e como devo falar com ele? tenho medo.
- não tenha medo, ele é melhor que o melhor pai do mundo, mais compreensivo que o melhor avô, mais cuidadoso que a melhor mãe do mundo, mais sincero que a melhor amiga. Deves falar com ele, do mesmo jeito que falas com tuas bonecas, confiar nele do jeito que confias no teu pai, digas a ele tudo que quiseres, peça tudo que desejares, pois diante dele, quando ficamos a sós com ele nos desnudamos, mostramos nosso interior, aquilo que ninguém vê, ele sabe tudo sobre nós, e deseja que o conheçamos.
Alguns dias se passaram, a mulher nota um burburinho no pequeno quarto de sua filha, vai devagar à porta entreaberta, e vê a menina despida e de joelhos, com todas suas bonecas em sua volta.
- Deus, o senhor sente dor de dente? já teve medo de alguma professora? já banhou com água fria? tem preguiça de ir a escola de manhã? gosta de tomar remédio? Ai no céu eles servem mingau de aveia? eu não gosto não viu? Deus, o senhor fala muito com minha mãe, e ela com o senhor, não sei por que os ouvidos do meu coração não estão captando sua voz, mas já que mamãe o ouve bem, diga a ela que eu não gosto de banhar com água fria, que gostaria de estudar outra hora, que a tia vivi, puxa minhas orelhas, quando não acerto a tabuada, ah, será que é por isso que eu não estou lhe ouvindo? mas diga a minha mãe, que não gosto do remédio para a barriga, ele amarga muito, diga a ela que meu dente de mastigar tá doendo todo dia, e diga a ela por favor que eu odeio mingau de aveia senhor.
Alguns dias depois, a menina estava andando no jardim, e rindo, apontou o dedinho para o céu e disse: - Ei Deus, vá lá no meu quarto que preciso lhe falar uma coisa.
A mãe curiosa, foi silenciosamente ao quarto da filha, e a viu de joelho e despida, a falar baixinho: - Obrigada Deus, por ter dado meu recado pra mamãe, continuo com problemas no ouvido do meu coração, mas não tem problema, um dia ele fica bom, sabe Deus o senhor é muito legal mesmo, mamãe tinha me dito, não sei se dai de tão alto o senhor pode ver bem aqui em baixo, mas mamãe começou me dá só banhos quentinhos, tia vivi não puxou mais minhas orelhas, ela tá me dando toddy em vez de aveia horrível, e me passou pro horário da tarde, me levou no dentista, e meu dente parou de doer, ela até trocou o remédio, por um bem docinho... o senhor pode dizer ao meu papai daqui, que eu quero receber mesada igual todo mundo da minha sala? ah já ia esquecendo Deus, o senhor permite eu orar vestida agora? é que o frio vai chegar......
Deus deseja que assim sejamos no trato com ele, como uma criança inocente, sem maldade, sem medo, sem malícia... que digamos a ele nossos medos, buscas, anseios, ele quer como filhos, crianças que dependem dele todo dia.
Entregue-se a esse convívio, experimente esse contato, crie essa dependência, seja menino, e descubra a forma mais fácil de ser feliz. (Judite Araujo)
A menina acostumou-se a ver a mãe sempre de joelhos, sempre que o dia estava perto do fim, a mulher apenas balbuciava, ou quando emitia sons, era tão baixo que a menina não distinguia suas palavras. Algumas vezes quando despertava na madrugada, a menina ouvia um choro baixinho, mas o choro não era triste.... ia devagar e sorrateira até a porta entreaberta, e lá estava sua mãe conversando com alguém que só ela via.
Sua mãe era tão forte, tão decidida, tão destemida, nada a fazia desistir, era uma grande mulher, uma guerreira, então por que chorava tanto quando ficava de joelhos?
- mãe, por que a senhora chora quando fica de joelhos?
- porque estou falando com Deus querida,
- e o que de tão ruim contas a ele, que ele te responde e te faz chorar?
. não é que seja ruim linda, é que com Ele, tenho muita liberdade, posso falar tudo o que sinto, tudo o que deseje e pedir tudo o que precise.
- e o que ele diz? pois nunca ouço a voz dele respondendo.
- suas respostas são ouvidas com o coração,
- e os ouvidos do meu coração já cresceram mãe, a ponto de também, falar e poder ouvi-lo?
- não é o tamanho do coração querida , mas a disponibilidade em querer ouvi-lo.
- e como devo falar com ele? tenho medo.
- não tenha medo, ele é melhor que o melhor pai do mundo, mais compreensivo que o melhor avô, mais cuidadoso que a melhor mãe do mundo, mais sincero que a melhor amiga. Deves falar com ele, do mesmo jeito que falas com tuas bonecas, confiar nele do jeito que confias no teu pai, digas a ele tudo que quiseres, peça tudo que desejares, pois diante dele, quando ficamos a sós com ele nos desnudamos, mostramos nosso interior, aquilo que ninguém vê, ele sabe tudo sobre nós, e deseja que o conheçamos.
Alguns dias se passaram, a mulher nota um burburinho no pequeno quarto de sua filha, vai devagar à porta entreaberta, e vê a menina despida e de joelhos, com todas suas bonecas em sua volta.
- Deus, o senhor sente dor de dente? já teve medo de alguma professora? já banhou com água fria? tem preguiça de ir a escola de manhã? gosta de tomar remédio? Ai no céu eles servem mingau de aveia? eu não gosto não viu? Deus, o senhor fala muito com minha mãe, e ela com o senhor, não sei por que os ouvidos do meu coração não estão captando sua voz, mas já que mamãe o ouve bem, diga a ela que eu não gosto de banhar com água fria, que gostaria de estudar outra hora, que a tia vivi, puxa minhas orelhas, quando não acerto a tabuada, ah, será que é por isso que eu não estou lhe ouvindo? mas diga a minha mãe, que não gosto do remédio para a barriga, ele amarga muito, diga a ela que meu dente de mastigar tá doendo todo dia, e diga a ela por favor que eu odeio mingau de aveia senhor.
Alguns dias depois, a menina estava andando no jardim, e rindo, apontou o dedinho para o céu e disse: - Ei Deus, vá lá no meu quarto que preciso lhe falar uma coisa.
A mãe curiosa, foi silenciosamente ao quarto da filha, e a viu de joelho e despida, a falar baixinho: - Obrigada Deus, por ter dado meu recado pra mamãe, continuo com problemas no ouvido do meu coração, mas não tem problema, um dia ele fica bom, sabe Deus o senhor é muito legal mesmo, mamãe tinha me dito, não sei se dai de tão alto o senhor pode ver bem aqui em baixo, mas mamãe começou me dá só banhos quentinhos, tia vivi não puxou mais minhas orelhas, ela tá me dando toddy em vez de aveia horrível, e me passou pro horário da tarde, me levou no dentista, e meu dente parou de doer, ela até trocou o remédio, por um bem docinho... o senhor pode dizer ao meu papai daqui, que eu quero receber mesada igual todo mundo da minha sala? ah já ia esquecendo Deus, o senhor permite eu orar vestida agora? é que o frio vai chegar......
Deus deseja que assim sejamos no trato com ele, como uma criança inocente, sem maldade, sem medo, sem malícia... que digamos a ele nossos medos, buscas, anseios, ele quer como filhos, crianças que dependem dele todo dia.
Entregue-se a esse convívio, experimente esse contato, crie essa dependência, seja menino, e descubra a forma mais fácil de ser feliz. (Judite Araujo)
A ROSA E O CIPÓ
Uma rosa colombiana muito bonita, de um vermelho vivo e fulgurante, bailava no galho, cheia de vida e cheia de si.... a alguns metros numa das colunas um pé de cipó enrolava-se até o teto, da casa muito bela, dando voltas sobre a coluna e já alcançando as telhas, mas sem uma única folha que embelezasse um pouco sua vidinha incomum.
Por vezes, ele mesmo perguntava-se, qual a razão de sua existência , mas calava-se.
A rosa olhava em volta dando conta de tudo a sua volta, achando-se a mais maravilhosa criação, lançando sempre um olhar de desprezo as demais plantas e flores do jardim.
Sempre queria mais mimos, mais adubo, mais água, mais tudo, um dia o jardineiro a transplantou para o pé da coluna em que estava o cipó, a rosa protestou com veemência, pois não achava aquele inútil cipó digno de sua companhia.
- não sei, não entendo, não concordo..... dizia ela, deveria estar num lugar de destaque, brilhando sozinha, no centro deste imenso jardim, não aqui na sombra deste cipó sem beleza, sem eira nem beira.....
mas o cipó não respondia, não resmungava, não descia.
a rosa quebra a harmonia e pergunta: -Porque nada falas cipó inútil? acaso não tens honra?
Com a voz firme, porém mansa, diz o cipó: - estou muito ocupado crescendo, para descer ao seu nível cara rosa.
ofendida com a resposta, a rosa procurou diminuí-lo ao máximo que podia para vê-lo humilhado, já que nutria por ele apenas desprezo.
-Que pensas ser , acaso brilhas nas festas? ou te vais aos banquetes? acaso decoras os grandes salões? ou alguma noiva já te escolheu como buquê? já repousaste sobre lençóis de seda? já foste algum dia dado a alguma mulher por um cavalheiro apaixonado?
-NÃO!! respondeu o cipó sem perder a calma. Mas no entanto apesar da tua grandeza, e da minha simplicidade, estamos plantados na mesma terra, e sob o mesmo céu, recebemos da mesma água, a luz do mesmo sol, da mesma brisa, e somos cuidados pelas mesmas mãos. não brilho nas festas como tu, apesar de muitas vezes estar no mesmo ramalhete que tu, embora não me notes, faço parte da beleza que compõe a decoração.
Não desejo aborrecer-te cara rosa, mas tenho a vida mais longa, apesar da ínfima beleza, um dia posso secar, e você resseca, perde a cor, o brilho e o viço. Eu não tenho beleza aparente, mas as mãos do artesão faz comigo verdadeiras obras de arte, em móveis rústicos que duram muitas estações, nos palácios és admirada, enfeitas por um dia talvez, eu vivo nos jardins na vida de um banco rústico e ouço as juras de amor dos namorados, um velho cidadão sentado em mim contempla uma noite estrelada, as crianças vão e vem, pulam sobre mim, me fazendo partícipe de suas aventuras e brincadeiras, e quando perco um pouco o viço, alguma mão abençoada me embeleza com verniz, e ganho nova roupagem.... e tu nobre rosa, que podes dizer de uma vida longa? se o vento levar uma pétala tua, volta a devolver? mesmo quando és guardada na página de um livro, conservas essa cor de que tanto te orgulhas?
Cara rosa, um dia todos morremos, tu com tua beleza, eu com minha vida sem brilho. Nesta vida tudo passa, não podemos nos orgulhar de ser melhores que ninguém, o sol brilha para todos, e cada um é útil naquilo a que foi chamado.
As vezes estamos tão embriagados em nossas alturas, que não valorizamos a não ser nosso próprio chão e nosso umbigo, esquecemos por opção que o Deus que projetou as grandes coisas, parou também para projetar as humildes e insignificantes coisas.
As estrelas são fulgurantes, o sol tem seu esplendor, o mar abraça todos os rios, as florestas e as montanhas são gigantes que abençoam a terra. a grama alimenta os animais, e a chuva cai sobre todos, e quem poderia pensar que o DEUS que fez tudo isso, em forma, cor , tempo e objetivo, desprezaria os berços mais afamados do mundo,e escolheria uma manjedoura para o nascimento do Rei dos reis da terra???
A rosa emudecida apenas ouvia e se dava conta que não é o que somos, mas como somos no interior, não é o que temos, mas o que podemos dar e no que podemos nos transformar ao ser tocados pelo grande criador.
Nesta vida há sempre alguma lição que ainda não aprendemos.
( Judite Araujo).
Uma rosa colombiana muito bonita, de um vermelho vivo e fulgurante, bailava no galho, cheia de vida e cheia de si.... a alguns metros numa das colunas um pé de cipó enrolava-se até o teto, da casa muito bela, dando voltas sobre a coluna e já alcançando as telhas, mas sem uma única folha que embelezasse um pouco sua vidinha incomum.
Por vezes, ele mesmo perguntava-se, qual a razão de sua existência , mas calava-se.
A rosa olhava em volta dando conta de tudo a sua volta, achando-se a mais maravilhosa criação, lançando sempre um olhar de desprezo as demais plantas e flores do jardim.
Sempre queria mais mimos, mais adubo, mais água, mais tudo, um dia o jardineiro a transplantou para o pé da coluna em que estava o cipó, a rosa protestou com veemência, pois não achava aquele inútil cipó digno de sua companhia.
- não sei, não entendo, não concordo..... dizia ela, deveria estar num lugar de destaque, brilhando sozinha, no centro deste imenso jardim, não aqui na sombra deste cipó sem beleza, sem eira nem beira.....
mas o cipó não respondia, não resmungava, não descia.
a rosa quebra a harmonia e pergunta: -Porque nada falas cipó inútil? acaso não tens honra?
Com a voz firme, porém mansa, diz o cipó: - estou muito ocupado crescendo, para descer ao seu nível cara rosa.
ofendida com a resposta, a rosa procurou diminuí-lo ao máximo que podia para vê-lo humilhado, já que nutria por ele apenas desprezo.
-Que pensas ser , acaso brilhas nas festas? ou te vais aos banquetes? acaso decoras os grandes salões? ou alguma noiva já te escolheu como buquê? já repousaste sobre lençóis de seda? já foste algum dia dado a alguma mulher por um cavalheiro apaixonado?
-NÃO!! respondeu o cipó sem perder a calma. Mas no entanto apesar da tua grandeza, e da minha simplicidade, estamos plantados na mesma terra, e sob o mesmo céu, recebemos da mesma água, a luz do mesmo sol, da mesma brisa, e somos cuidados pelas mesmas mãos. não brilho nas festas como tu, apesar de muitas vezes estar no mesmo ramalhete que tu, embora não me notes, faço parte da beleza que compõe a decoração.
Não desejo aborrecer-te cara rosa, mas tenho a vida mais longa, apesar da ínfima beleza, um dia posso secar, e você resseca, perde a cor, o brilho e o viço. Eu não tenho beleza aparente, mas as mãos do artesão faz comigo verdadeiras obras de arte, em móveis rústicos que duram muitas estações, nos palácios és admirada, enfeitas por um dia talvez, eu vivo nos jardins na vida de um banco rústico e ouço as juras de amor dos namorados, um velho cidadão sentado em mim contempla uma noite estrelada, as crianças vão e vem, pulam sobre mim, me fazendo partícipe de suas aventuras e brincadeiras, e quando perco um pouco o viço, alguma mão abençoada me embeleza com verniz, e ganho nova roupagem.... e tu nobre rosa, que podes dizer de uma vida longa? se o vento levar uma pétala tua, volta a devolver? mesmo quando és guardada na página de um livro, conservas essa cor de que tanto te orgulhas?
Cara rosa, um dia todos morremos, tu com tua beleza, eu com minha vida sem brilho. Nesta vida tudo passa, não podemos nos orgulhar de ser melhores que ninguém, o sol brilha para todos, e cada um é útil naquilo a que foi chamado.
As vezes estamos tão embriagados em nossas alturas, que não valorizamos a não ser nosso próprio chão e nosso umbigo, esquecemos por opção que o Deus que projetou as grandes coisas, parou também para projetar as humildes e insignificantes coisas.
As estrelas são fulgurantes, o sol tem seu esplendor, o mar abraça todos os rios, as florestas e as montanhas são gigantes que abençoam a terra. a grama alimenta os animais, e a chuva cai sobre todos, e quem poderia pensar que o DEUS que fez tudo isso, em forma, cor , tempo e objetivo, desprezaria os berços mais afamados do mundo,e escolheria uma manjedoura para o nascimento do Rei dos reis da terra???
A rosa emudecida apenas ouvia e se dava conta que não é o que somos, mas como somos no interior, não é o que temos, mas o que podemos dar e no que podemos nos transformar ao ser tocados pelo grande criador.
Nesta vida há sempre alguma lição que ainda não aprendemos.
( Judite Araujo).
Minha infância....
Que rosto teve a minha infância? seria peralta, inteligente, cheia de brinquedos, ou simples e pobre de marré, marré?
Acho que ela veio e me achou quebrando pedras, foi-se pensando que eu fosse gente grande.
Que aspecto teve minha infância? Gentil, indomável, sapeca, tristonha ou esfuziante?
Ela veio, mas me achou quebrando pedras, e pensou que eu fosse gente grande.
Que cor teve a minha infância, branco, pálido, sombrio, verde ou azul? do AMARELO que me deixou, apenas essa tonalidade, guardo e guardo, pois dela encheram meu vestido, na manhã milagrosa do sete de setembro. Mas ela veio, e se foi, ela veio e me achou quebrando pedras, e pensou que eu já fosse gente grande.
Que sabor teve a minha infância? feijões, sardinhas na latinha, chibés com pimenta, bananas verdes cozidas, sabor de alegria, liberdade, lágrimas, medo, brincar e brincar? ela veio, me achou quebrando pedras e pensou que eu fosse gente grande.
Que roupa vestiu minha infância? liberdade, simplicidade, saia de guarda-chuva, saias havaianas de folhas de banana... subir na goiabeira e cantar com a alma, ao sabor do vento forte, brincou e brincou, mas passou. Ela veio e me viu quebrando pedras e pensou que eu fosse gente grande.
Oh tempo que cedo andas, e te afastas de mim como um vento, por que foste tão cedo? Guardo te ti infância querida, doces recordações, as mais belas e boas que alguém pode ter...... Um olhar no passado, um pé no futuro, e um CORAÇÃO que teima ser uma eterna CRIANÇA. (judite Araujo)
SOZINHA AS VEZES, ABANDONADA NUNCA
Se vc como eu, já se sentiu só muitas vezes, não se apavore, há momentos em que isso acontece, mesmo no meio da multidão, podemos nos sentir solitárias. O mais importante, é saber quem somos, e a quem queremos por perto, com quem desenvolver laços duradouros, daqueles que nem tempo nem distancia destroem.... Não se sinta desprotegida, sentir-se só não mata, para pensarmos, reavaliarmos nossas metas, reprojetar nosso dia a dia e o nosso futuro são necessários momentos a sós com nós mesmas e nossas esperanças e até nossas angustias. Ao final veremos que as mais preciosas lições podem ter nascido exatamente dum momento de solidão e ocaso.
Ser feliz não depende do contexto de aglomeração à nossa volta, mas essencialmente do que pensamos de nós mesmos, não depende da quantidade de sorrisos, nem tampouco do numero de amigos dispostos a cooperarem, ser feliz depende de se crer na potencialidade da alma em administrar os próprios problemas, de achar soluções que amenizem os próprios fardos, de rir só dos gracejos pessoais, onde
e ninguém nos vê. Estar sozinha rende milagres para vasilhas repletas de otimismo.
Deus jamais tira o olhar de nossa vida, para ele somos prioridade, indispensáveis para seu trato, objetos do seu amor e cuidados. A solidão é útil quando, para pensar, para analisar, para crescer, para amadurecer.
Se fugir destes padrões, vira doença, pode culminar numa depressão que até leve à morte.
Deus é o amigo mais chegado, ele jamais falha, a amizade com ele rende milagres em proporções jamais sonhadas. Aprendi com dores e lutas que alguns vínculos no mundo devem ser cortados, e outros com Deus devem ser preservados a todo custo.
Agradeça a amizade do Espírito Santo, que te mostra a claridade e a sinceridade nos olhos das pessoas, confie no caminho que ele aponta, creia no que ele fala, Não se sinta só, VC É AMADA E PROTEGIDA, pela força do amor de Deus. Fique momentos a sós com Deus, nada no mundo será melhor que isso, nenhum vinculo será mais forte que isso. Quando você aprender a ser íntimo e dependente dele, tudo o mais será supérfluo, as críticas não serão tão doloridas, a inveja não te fará dano, distancias serão encurtadas, a frieza dos outros não te incomodará, valor a ti mesma, ao que podes e sabes fazer, Deus é maior que qualquer credo, qualquer amizade, qualquer destino, qualquer recompensa..... Nada, absolutamente nada, substitui sua presença. Ser feliz de verdade, só depende dele estar completando nossa vida. (Judite Araujo)
AS DUAS VIÚVAS.
Temos na Bíblia relatos maravilhosos, até impressionantes de algumas viúvas, que marcaram história. Rute, Noemi, Orfa, Tamá, Maria, mãe de Jesus, e outras.
No entanto nenhuma delas ensina mais com o exemplo de vida que as duas viúvas que fizeram parte da vida dos profetas, Elias e Eliseu.
Aprendemos com o que elas tinham, com o que elas não tinham, com a forma como se comportaram na adversidade, como reagiram em contra partida ao momento de crise.
A primeira, foi a viúva de Sarepta, Deus enviou Elias para viver em sua casa e ser sustentado e cuidado por ela. Ao chegar lá, Elias encontra uma mulher sem expectativas, sem esperança, completamente desnorteada.
Ao primeiro pedido o profeta descobre quem era a mulher, e como reagia aos solavancos da adversidade. Ela dizia ter apenas um pouco de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija, então o profeta descobre que ela também tinha um filho, não estava só na vida, ela também possuía dois cavacos, para o fogo, tinha uma casa, e um fogo ardendo no fogão. Ela não contabilizou em seus pertences a botija e a panela, ela também tinha água, pois foi buscá-la para o profeta.
Tendo tanto, no entanto, era pessimista com relação à vida: estava disposta a morrer, ela e seu filho, Que poder ela tinha em decidir a morte dela e do filho? Ela também era individualista: o bolo que ia preparar, era apenas para ela e seu filho. Era murmuradora: chorando de barriga cheia: comeria, e depois morreria. Mas Deus levou Elias ali, não somente para prover milagres, mas para que o profeta visse naquela mulher, as suas próprias falhas: Elias era pessimista, disse a Deus que o matasse, no auge de uma luta, medo de Jezabel, e solidão. Era individualista: só eu fiquei dos profetas do SENHOR. mal sabia ele que haviam sete mil escondidos pelo próprio Deus, ele não estava só como imaginava.
A fé desta viúva, nasceu depois do milagre, e sua atitude de descrença, seu pessimismo na luta, sua individualidade e a falta de reconhecimento de tudo o que possuía sem ver, sem contar que Deus enviara um grande homem para sua casa, um profeta, uma figura masculina, para que se sentisse apoiada e protegida. Fizeram com que o milagre que ela experimentou durasse tão pouco tempo. Aquela provisão divina, só durou até que, CHOVEU SOBRE A TERRA.
A segunda viúva é a viúva do profeta, discípulo de Eliseu. Esta mulher tinha problemas bem maiores que a outra viúva: herdou uma dívida enorme, tinha que lidar com o litígio, que sucedeu pela dívida, perderia dois filhos de uma vez, e tinha apenas um pouco de azeite numa botija.
Mas manteve a boa imagem do marido, mesmo reconhecendo suas falhas, antes de se dar por vencida, foi consultar o profeta Eliseu... Não mascarou sua necessidade e sua pobreza, fez uso de boas relações de amizade.
Sua postura na crise foi de fé e obediência, arregaçou as mangas para o trabalho. Deus usou a adversidade dela para falar aos corações dos seus vizinhos, e todos foram solícitos com ela emprestando-lhe vasilhas, não poucas. Claro que essa atitude gerou uma curiosidade, assim como hoje, as pessoas não mudaram, mas na hora do milagre, foi feito à PORTAS FECHADAS. Deus não permitiria, que ninguém soubesse, nem copiasse aquela receita de prosperidade. Ela era pessoal, exclusiva e única, para aquela família. Portanto, rendeu tanto sucesso na venda. Esta viúva não murmurou, ao contrário da outra que ganhou um profeta em sua casa, esta havia perdido o seu, e mesmo assim era valente, destemida e esperançosa no futuro.
VENDEU O AZEITE, QUITOU A DIVIDA, E FOI SURPREENDIDA COM DINHEIRO DE SOBRA PARA VIVER NO FUTURO..... Seu milagre durou o resto de seus dias, porque sua fé, foi atuante na adversidade, sua confiança na provisão divina foi como a fé de Habacuque: que antevia o milagre, e sobrepunha-se à crise.
Tomemos esta viúva como exemplo, no oculto do nosso quarto busquemos encher nossas vasilhas de fé que gera milagres, temos um Deus que supre, surpreende e respalda nosso futuro. Não desanime, por maior que seja sua dor, angústia e problema, Deus vê, sim, ELE está vendo. Abra seu coração, experimente confiar, nas promessas que Ele já fez. Anime-se, louve-o hoje como nunca antes, e desfrute do maior milagre que alguém pode ter: A PRESENÇA DELE EM SUA VIDA. (Judite Araujo)
Temos na Bíblia relatos maravilhosos, até impressionantes de algumas viúvas, que marcaram história. Rute, Noemi, Orfa, Tamá, Maria, mãe de Jesus, e outras.
No entanto nenhuma delas ensina mais com o exemplo de vida que as duas viúvas que fizeram parte da vida dos profetas, Elias e Eliseu.
Aprendemos com o que elas tinham, com o que elas não tinham, com a forma como se comportaram na adversidade, como reagiram em contra partida ao momento de crise.
A primeira, foi a viúva de Sarepta, Deus enviou Elias para viver em sua casa e ser sustentado e cuidado por ela. Ao chegar lá, Elias encontra uma mulher sem expectativas, sem esperança, completamente desnorteada.
Ao primeiro pedido o profeta descobre quem era a mulher, e como reagia aos solavancos da adversidade. Ela dizia ter apenas um pouco de farinha numa panela, e um pouco de azeite numa botija, então o profeta descobre que ela também tinha um filho, não estava só na vida, ela também possuía dois cavacos, para o fogo, tinha uma casa, e um fogo ardendo no fogão. Ela não contabilizou em seus pertences a botija e a panela, ela também tinha água, pois foi buscá-la para o profeta.
Tendo tanto, no entanto, era pessimista com relação à vida: estava disposta a morrer, ela e seu filho, Que poder ela tinha em decidir a morte dela e do filho? Ela também era individualista: o bolo que ia preparar, era apenas para ela e seu filho. Era murmuradora: chorando de barriga cheia: comeria, e depois morreria. Mas Deus levou Elias ali, não somente para prover milagres, mas para que o profeta visse naquela mulher, as suas próprias falhas: Elias era pessimista, disse a Deus que o matasse, no auge de uma luta, medo de Jezabel, e solidão. Era individualista: só eu fiquei dos profetas do SENHOR. mal sabia ele que haviam sete mil escondidos pelo próprio Deus, ele não estava só como imaginava.
A fé desta viúva, nasceu depois do milagre, e sua atitude de descrença, seu pessimismo na luta, sua individualidade e a falta de reconhecimento de tudo o que possuía sem ver, sem contar que Deus enviara um grande homem para sua casa, um profeta, uma figura masculina, para que se sentisse apoiada e protegida. Fizeram com que o milagre que ela experimentou durasse tão pouco tempo. Aquela provisão divina, só durou até que, CHOVEU SOBRE A TERRA.
A segunda viúva é a viúva do profeta, discípulo de Eliseu. Esta mulher tinha problemas bem maiores que a outra viúva: herdou uma dívida enorme, tinha que lidar com o litígio, que sucedeu pela dívida, perderia dois filhos de uma vez, e tinha apenas um pouco de azeite numa botija.
Mas manteve a boa imagem do marido, mesmo reconhecendo suas falhas, antes de se dar por vencida, foi consultar o profeta Eliseu... Não mascarou sua necessidade e sua pobreza, fez uso de boas relações de amizade.
Sua postura na crise foi de fé e obediência, arregaçou as mangas para o trabalho. Deus usou a adversidade dela para falar aos corações dos seus vizinhos, e todos foram solícitos com ela emprestando-lhe vasilhas, não poucas. Claro que essa atitude gerou uma curiosidade, assim como hoje, as pessoas não mudaram, mas na hora do milagre, foi feito à PORTAS FECHADAS. Deus não permitiria, que ninguém soubesse, nem copiasse aquela receita de prosperidade. Ela era pessoal, exclusiva e única, para aquela família. Portanto, rendeu tanto sucesso na venda. Esta viúva não murmurou, ao contrário da outra que ganhou um profeta em sua casa, esta havia perdido o seu, e mesmo assim era valente, destemida e esperançosa no futuro.
VENDEU O AZEITE, QUITOU A DIVIDA, E FOI SURPREENDIDA COM DINHEIRO DE SOBRA PARA VIVER NO FUTURO..... Seu milagre durou o resto de seus dias, porque sua fé, foi atuante na adversidade, sua confiança na provisão divina foi como a fé de Habacuque: que antevia o milagre, e sobrepunha-se à crise.
Tomemos esta viúva como exemplo, no oculto do nosso quarto busquemos encher nossas vasilhas de fé que gera milagres, temos um Deus que supre, surpreende e respalda nosso futuro. Não desanime, por maior que seja sua dor, angústia e problema, Deus vê, sim, ELE está vendo. Abra seu coração, experimente confiar, nas promessas que Ele já fez. Anime-se, louve-o hoje como nunca antes, e desfrute do maior milagre que alguém pode ter: A PRESENÇA DELE EM SUA VIDA. (Judite Araujo)
A ÁRVORE BRANCA.......
Certo jovem, passou sua adolescência e juventude a abusar da bondade de seus pais, os desobedecia, até os maltratava com palavras, e grosserias. Para entristecê-los deliberadamente, passou a fumar, beber, e gastar sua mesada com mulheres e outros vícios. Os pais reclamavam, tentaram de tudo para fazê-lo ser melhor. Abandonou seus estudos, tornou-se rebelde, mal educado e orgulhoso.
Um dia seu pai lhe ofereceu um trabalho na propriedade que eles tinham, o filho o ignorou, dizendo que quem devia trabalhar era seu pai, pois era ele o responsável pela família. um dia no calor de uma discussão, a velha mãe, passou mal e morreu repentinamente, o filho, talvez por culpa, na surdina, arrumou seus pertences e saiu andante na calada da noite, foi embora, e durante vinte anos, perambulou pelo mundo sem dar uma única notícia a seu velho pai.
Mas a vida que ensina, como ninguém, surrou-lhe a moral, até adestrar-lhe, talhando seu caráter na dor e no sofrimento..., passou fome, frio e medo, foi rejeitado, e começou lembrar de tudo o que fizera, contra seus pais, e viu com tanta nitidez seus erros brutais que passou horas chorando, no silencio do mísero quarto que vivia.
Tomado de um restante de coragem, comprou uma passagem de terceira classe num trem, e decidiu, vou até a casa de meu pai, vou pedir-lhe perdão, se ele me perdoar, então poderei morrer em paz. Dia antes da viagem, escreveu uma carta, ao pai pedindo perdão, a carta dizia: " PAI, SEI QUE ERREI TANTO CONTRA VC E MINHA MÃE, MAS A VIDA ME DEU UMA LIÇÃO, ESTOU MUITO SÓ AQUI, DOENTE, SEM AMIGOS E SEM DINHEIRO, MAS NÃO É DINHEIRO, SAÚDE, COMIDA QUE QUERO, ESCREVO-LHE ESTA CARTA POIS DESEJO MAIS DO QUE TUDO, DO SEU PERDÃO.....
LEMBRO DA ÁRVORE QUE HAVIA EM FRENTE A NOSSA CASA, SE NÃO FOI CORTADA, DEVE ESTÁ MUITO GRANDE....VOU PASSAR DE HOJE A CINCO DIAS POR LÁ, SE FOR DIGNO DO SEU PERDÃO PEÇO QUE O SENHOR PENDURE UM PANO BRANCO EM UM DOS GALHOS, ENTÃO SABEREI QUE ME PERDOOU.
SE NÃO VER O PANO BRANCO, PASSAREI DE LARGO.....
NO DIA MARCADO, O JOVEM, AGORA UM HOMEM, VIAJOU NAQUELE TEM, DURANTE TODO O DIA VIAJOU EM SILENCIO, APENAS PENSAVA NA REAÇÃO DO SEU PAI, QUAL SERIA?
O dia já estava quase no fim, quando o trem começou parar, era a hora do jovem descer, olhando pela janela, com o coração batendo forte, ele buscava ver a árvore, com um lencinho branco em algum galho......
Quando de repente,...... ele estasiado e boquiaberto contempla uma gigantesca árvore completamente coberta de panos brancos, eram tantos, que ele até pensou serem folhas.... seu pai não só pôs um pano, como encheu a árvore de retalhos brancos....
Assim é DEUS, tem sempre o coração perdoador, jamais nega seu perdão, não esquece que nos tomou por filhos, está sempre de braços abertos, não só coloca uma bandeira branca como sinal, mas vem esperar no caminho, de braços abertos. ( inspirado em uma música mariachi mexicana -Judite Araujo)
O PRÍNCIPE E A SEMENTE.....
Um rei disse a seu filho, que reinaria em seu lugar: -Precisas escolher uma donzela, para casares,
O filho pergunta então ao pai: Como saber qual jovem será a certa? -Qual característica devo procurar em uma mulher, acima das outras tão necessárias?
- Sinceridade, e verdade, disse o rei.
-No reino há tantas moças belas, meu pai, que devo fazer para saber qual delas?
-Não escolhendo pela beleza ou intelectualidade, mas pelo caráter honesto...
- Mas como saber isso?
- Pondo-as a prova....
Testando até que ponto são verdadeiras.....
Então, o velho rei dá uma estratégia ao filho, e marcam uma linda festa, onde foram chamadas todas as jovens do reino, ninguém ficou de fora, a bela, a feia, a humilde, a rica, todas foram convidadas.... A noticia se espalhou rápido que o príncipe escolheria sua futura esposa.
Chamando todas a um grande salão, o jovem monarca declarou: -Breve me casarei, e a escolhida será uma de vocês....
_ Mas antes do dia chegar, desejo dar-lhes uma pequena tarefa.... Aquela jovem que a desenvolver melhor, será a escolhida, não importa qual dentre vós, desenvolvendo essa tarefa com certeza saberei qual....
Mandou fazer uma fila e foi dando na mão de cada uma, um vaso com terra dentro,
Disse. - Levem este vaso para casa, cuidem dele, e ao fim de seis meses, voltem aqui com ele, para devolverem em minha mão, assim como o estão recebendo hoje.
Todas saíram felizes, na esperança de serem a escolhida.
Seis meses depois, o dia da entrega chegou, nova festa, muito mais alegria, uma a uma, foram entrando no salão, traziam nas mãos os vasos, repletos das mais belas flores.... as cores bailavam no salão, misturando beleza e perfumes variados...
O príncipe as chamava pelo nome, e elas iam entregando os vasos floridos...ele recebia em silencio.
Quando a última se aproximou , ele recebeu, ficou de pé e disse: - Está faltando uma jovem....sei para quantas entreguei os vasos. Onde está a jovem ? ( citou-a pelo nome).
Um criado aproxima-se e diz: - Alteza, há uma jovem muito humilde parada no saguão, com um vaso nas mãos , mas está com muita vergonha de entrar.
Imediatamente o príncipe deu ordens para que ela fosse trazida a sua presença. Ela veio cabisbaixa, mas ao vê-lo, levantou os olhos cheios de lágrimas, olhando para seu vaso, atraindo para ela todos os olhares. Pois seu vaso estava sem nenhuma flor sequer.
Tremula, mas determinada explicou-se: - Alteza, eis aqui o vaso que recebi de suas mãos, não posso oferecer lindas e perfumadas flores como as demais, pois não nasceu nada nele. Apesar de eu ter tomado todos os cuidados, nada nasceu, pus ao sol, molhei, adubei, fiz o que podia, mas nada nasceu... Aqui está seu vaso, se for merecedora da morte ou outro castigo, aceito sem reclamar. Não entendo porque aconteceu isso com meu vaso. Deus o sabe. Curvou-se em reverencia... e ficou esperando o veredito real.
O príncipe levantou-se e falou com voz embargada: _ Por um momento, pensei que não me casaria.... mas agora alegro-me por estar diante da jovem escolhida para ser minha esposa e futura rainha. Apontando para a jovem do vaso vazio, disse: - Eis aqui a escolhida!!
Pasmos, todos não entendiam, porque ela, exatamente ela, havia sido a escolhida???
O príncipe então declara algo que deixa todos incrédulos....inclusive as demais donzelas ali: - Na verdade, vocês estão diante da mulher mais sincera e honesta, a mais verdadeira de todo este reino. Quando eu entreguei a vocês o vaso com terra, havia nele s uma semente, e sei que vcs descobriram que era uma semente, pela quantidade de lindas flores que há aqui hoje. Mas o que vcs não sabem, é que eu coloquei uma semente estéril em cada e todos os vasos. Dessa forma, não poderia nascer ou brotar nenhum tipo de flor, fruto ou outra erva . Vocês burlaram e colocaram uma semente no lugar, para aparentar e apresentar algo. Só que não aceitei pois esperava ver dentre vcs a sinceridade, a verdade, a honestidade.
Jesus é nosso noivo, estamos sendo adornadas para o grande dia do enlace, que entre nossos adornos esteja em destaque as qualidades daquela jovem, Jesus não dará semente estéril a sua noiva, mas não galardoará ninguém com frutos burlados, roubados, Ele anseia que sejamos comprometidas com a verdade, e acima de toda conveniência, e metas humanas, quer vernos sendo honestos, para que recebamos, apesar de não merecermos um premio, que honre aquilo que fizemos...O fruto do esforço, o fruto da verdade.
( autor desconhecido - readaptado por Judite Araujo)
Nova adaptação.
O STRADIVÁRIUS DA RAINHA....
Certa feita, convidaram Paganini, o mestre do violino, para tocar para a Rainha, era grande a fama do músico que fazia as pessoas chorarem, ou ficarem boquiabertas, quando ele tocava seu violino. Dizem que em cada concerto, de tanta paixão ao tocar, o violino partia-se e o arco gastava-se... Ele chegou na hora marcada, e o salão nobre do palácio, estava repleto de figuras da nobreza, subindo ao palco, olha demoradamente os expectadores, e sentou-se sobre a banqueta, esperando o mestre de cerimônia entregar-lhe o violino que era de posse da rainha. Ao entregar-lhe o caríssimo instrumento, o cerimonialista, segredou-lhe baixinho:
- cuidado Sr. Paganini, este violino é um stradivárius.....só existem seis desses no mundo!!
- o músico pegou o instrumento com respeito, demorada contemplação, ajustou perto do pescoço, pegou o arco, e começou a tocar......
Tocou com cuidado, maestria, mas sem a paixão habitual, como era conhecido....
Era evidente a decepção no rosto das pessoas, e com um meneio de cabeça a rainha demonstrou seu desagrado.....
Uma conhecida do músico, aproxima-se e segreda baixinho: - Que aconteceu amigo?
Por que não tocaste como sempre?
- O violino é caríssimo, e não é meu, não o posso gastar, nem torná-lo parte do meu show..... Não tenho liberdade para usá-lo como desejo.
A amiga, aproximou-se da Rainha e com rápidas palavras narrou as palavras do músico...
A mulher volta a Paganini e diz-lhe: - A Rainha disse que está lhe dando esse violino.....
Sorrindo, Paganini, beija o instrumento e tocou como sabia. corpo, alma e sentidos, voltados para a música... Ao som da última nota, joga ao chão o violino, e a plateia enlouquecida, aplaudindo sem parar. Humilde, ele agradece e retira-se satisfeito, não pelos aplausos, mas por ter podido usar o instrumento devidamente.
Jesus, é teu Mestre, se te consideras seu instrumento, deixa-te usar, até seres gasto, pois o prazer do teu Senhor, é te fazer útil, deixa-o aparecer através dos teus talentos, honra-o dando para Ele teu melhor, todas as tuas reservas. Se ele usar-te, procurá de ti a excelência.
A alegria inundará o coração daquele te fez, te elegeu, e te capacitou, contemplando satisfeito por poder usar seu instrumento devidamente. (Judite Araujo)
RELACIONAMENTO E AMIZADE.......
Ninguém melhor para cuidar dos relacionamentos de amizade com sucesso que a mulher, dado sua sensibilidade para tratar desse tema, ela é ao mesmo tempo conquistadora, conservadora e analítica; é agradável para conquistar, flexível para conservar e crítica na medida certa para analisar vantagens e desvantagens; em alguns aspectos é criteriosa e muito seletiva, principalmente quando lida com amizades do sexo oposto, fazendo uso de sua sabedoria funcional e espiritual para precaver-se contra possíveis censuras ao seu caráter e moral.
Seu grande poder de influência na comunicação, convence com facilidade. Merece respeito pela forma equilibrada com que cuida de suas relações amistosas, dentro do lar, com amigos, colegas de trabalho e irmãos em Cristo.
Entretanto, ao manter ou iniciar uma amizade para durar, devemos levar em conta alguns critérios: Liberdade, escolha, respeito, admiração e outros mais. A amizade jamis pode ser comprada ou forçada em hipótese alguma, pois fugirá dos padrões da verdade, e seus laços não durarão.
Seja sempre sincero, ponderado e fiel, para não danificar a pureza da amizade e seu curso natural.
Sendo pura, pacífica e tratável, terá plenas chances de durar por toda a vida, caso sofra adulterações no trajeto, faça tudo ao seu alcance para reabilitá-la e revitalizá-la, saiba que nosso cérebro foi feito para criar laços e laços duradouros. seja com familiares, amigos ou irmãos, esse é o propósito de Deus quando nos envolve no amor ao próximo.
Você e eu, entretanto, temos as chaves, temos as dicas, os mapas, e um poderio espetacular: podemos selecionar, aumentar o estoque ou banir quem nos faz mal ou quem queremos longe de nossos relacionamentos, por isso é tão importante cuidado e cautela, para não ferir, julgar ou ter preconceitos que desvirtuem as nossas conquistas, amizades e relacionamentos.
Não permita que a verdade seja ultrajada com os dardos da mentira, e brotando os abrolhos do medo e temos minem de ódio seus relacionamentos e adulterem a bula da aliança entre você e seus amigos.
Seja leal, mude, conserte seus erros, melhore seus padrões, analise-se, comece em si próprio as mudanças e avanços necessários nos demais.
Lembre-se em caso de dúvida é melhor sofrer com a verdade que se revela, que chorar uma mentira que se oculta. Olho no olho ainda funciona, e faz bem à consciência, quando se é sincero com as próprias metas.
Tire um tempo para você mesma, e para analisar ganhos e perdas, seus mais fiéis amigos não irão censurar você por amar-se primeiro, aliás esse é um mandamento divino.
Ensinar o cristão a viver boas relações de amizade, é também função do Evangelho que pregamos e vivemos, pois um dia desfrutaremos esses laços com maior clareza e vigor na eternidade.
E, na verdade, o grande peso que equilibra uma amizade, é a SINCERIDADE, e a entrega do amor que se doa.
Deus nos livre queridas, de amigos como Judas, mas nos presenteie e nos coloque ao lado dos BARNABÉS, onde nos sintamos apoiados. Conceda-nos amigos com coração e atitude do bom samaritano, com aroma e dedicação do Bom Pastor.
Jamais esqueça, este caminho é repleto de sacrifícios, e permeado de renúncias, estamos sempre aprendendo, sempre dependendo, sempre recomeçando. Jamais maior, jamais absoluto, jamais melhor, mas eternamente aprendizes, eternamente gratos.
Em última análise saiba, é melhor o trabalho da manutenção diária na amizade e relacionamentos, que correr com atraso para juntar pedaços partidos e desbotados duma caminhada que perdeu o sentido.
(Judite Araujo).
QUE DOCE VIDA...
Que doce vida a da infância, onde sorrisos não custam nada, sim, onde sorrimos das coisas mais tolas. Onde tudo é perfeito, os dias são tão bons, tão serenos. E se algo falta, compensa-se com um sono bem dormido.
Onde na cama do papai não há tempestade que amedronte, nem trovão que tire nossa paz.
Ah, vida boa a vida de criança, sujando-se correndo, escondendo-se, jogando bola de meia no campo de torrão seco; fazendo zueira,de tudo e todos.
Vida feliz sem artifícios, sem competitividade,sem recalques, sem preocupações. vida cheia de esperteza, de marotices, peripécias, malandragem, sonhos, peraltices.
Vida onde o céu parece tão perto, tão junto, no sorriso da mãe, no silêncio do pai em volta da mesa pequena, mas cheia e cheirosa da humilde refeição.
Vida de alegres gritos, de fuxicos tolos, de beliscões, vida de sussurros e risos contidos, criticando um careca, um velho,escondendo o rosto entre as mãos, vida de banhos de chuva, de família unida, ou de orfandade, vida marota, garota, vida malvada, mas tão, tão verdadeira, de céu nublado, de noites frias, de dias quentes, de inverno, de outubros azuis, vida de lata dágua na cabeça,de lavar no rio, hum, tantas, tantas memórias....
Ah, vida por que passas tão pronto ,levando contigo nossos dentes de leite que não doem ao serem puxados na linha?
Nossas bonecas de pano, nossos carrinhos de lata, nossos boizinhos de maxixe? junto a tudo levaste eternamente nossa inocência, nossa casinha na árvore, nossas moitas de capim cheiroso, e os banhos bons que mamãe nos dava e depois nos enrolava nos carregando até a cama....
Ah, se por um momento, num descuido , um milagre brotasse, e tua porta abrisse, e eu pudesse outra vez entrar no ventre da minha idade áurea, riria, e entraria só para brincar uma vez que fosse, e caminhar descalço e despreocupado do meu vil labor, sorriria doce e sorriria tanto que despertaria a própria eternidade, que por certo é eternamente jovem, e juntas sentaríamos na beira do penhasco, eu lhe diria que sinto saudades dos meus primeiros anos onde fui tão contente, ela me diria, vai chegar o dia em que a alegria vai se reprisar, pois na eternidade tudo se renova, a dor não existe, tudo é lindo e belo.
Só por um momento junto a ela, rio e canto, corro descalço, sinto o vento despentear meus cabelos, sujo o pé na terra vermelha e levanto pipas ao ar, atiro em passarinhos, beijo escondido, choro pra não estudar.
Mas é hora de voltar pra realidade, deixar no passado os arroubos da infância boa que tive e firmar o pé no chão.
Ah, a meninice deveria durar toda a vida, mas é preciso crescer,é preciso avançar, mas se pudermos abraçar o tempo, aprofundar raízes e conservar o coração sem ódio, pode ser que os anos durem, pode ser que a infância nos acompanhe, para guardarmos doces memórias, até a velhice chegar. ( Judite Araujo). Para minha amada filha Bênia Izabel, nos seus dezesseis anos.
SER DE VERDADE....
A menininha, segurava com firmeza a mão da avó, enquanto esta sentava no banco do parque. Contemplando seu olhar ao longe, seu suspiro dolorido, como se sentisse saudade, olhou seus cabelos brancos, suas rugas tão marcadas, olhou brevemente suas mãos de veias escuras saltadas na pele cheia de manchinhas, e perguntou:
-Vó, o que é ser de verdade?
A velha senhora olhou para a neta em silêncio, e com um leve sorriso, voltou o olhar para o horizonte , e com voz mansa e embargada começou falar:
- Ser de verdade filha, só com o tempo....
Serás de verdade, quando puderes entender uma escolha difícil, quando mesmo sem toda sabedoria, optares por uma decisão sábia, que te incuta dor, mas que salve quem amas de sofrimentos:
Serás de verdade, quando aprenderes a perder um filho, que deveria estar alegrando a vida no lar, mas foi recolhido para que vc aprenda a ajudar outras pessoas....
-Serás de verdade, quando compreenderes a solidão como parte dos seus dias... Quando conviveres com a saudade de um esposo que se foi para sempre,
- Serás de verdade , quando tua beleza residir apenas nos teus gestos e no oculto do teu coração. Quando os anos gastarem sua saúde, Quando seus melhores momentos, forem um passeio com sua neta de sete anos, num parque, onde costumavas andar acompanhada de muitas pessoas queridas.
- Ser de verdade querida, é quando teu cabelo ficar igual as nuvens do céu, e um anjo bom, depositar nele um ósculo,
Quando olhares tuas mãos frágeis, enrugadas, cheias de calos.
-Quando teu corpo alquebrado, não puder suportar teu espírito jovem, Teu sono for curto, teu apetite for pouco..... e teus sonhos residirem nos sonhos dos teus netos e bisnetos.....
- Serás de verdade querida, quando a plumagem dos teus ursinhos se gastar, e os cabelos das tuas bonecas caírem..... serás de verdade, quando teus filhos por falta de tempo e espaço te colocarem num asilo, e só te visitarem uma vez ou outra.....
- Ah. VOVÓ, mas ai já estarei muito velha, disse a menina.....
- Sim, filha, ser de verdade, só com o tempo, só com os anos..... até que ele nos gaste, lutando por quem amamos.
- E a gente é feliz vó, Quiz saber a memina?:
-Sim, apesar de tudo que se passa , enquanto se espera ser de verdade amada, se é muito , muito feliz, quando se doa tudo que somos a quem amamos.....
-Existe alguém que entenda tudo isso Vovó?
- o TEMPO, filha, o tempo, só ele compreende um grande amor... ( Judite Araujo)
MINHA PRIMEIRA ORAÇÃO RESPONDIDA.
Eu tinha seis anos então, nada superava para mim, o fato de estar junto aos meus pais, exceto, ir passear na casa da minha vó preferida, a mãe da minha mãe, a quem todos sempre chamaram de "cocota", inclusive eu. Mas mesmo a alegria da casa da vovó, começava a diminuir, caso meus pais demorassem a me buscar.
Foi nas férias do final do ano, minha vó me levou parapassar vinte dias na sua casa....foi maravilhoso nos primeiros dias, eu brincava, subia num enorme cajueiro na frente da casa, brincava com uma vaca holandesa, que viva no quintal, até mamava nas suas tetas, ela era muito mansa.
O inverno naquele ano foi o mais forte e demorado que já vi, tenho viva a lembrança dos trovões e raios a noite toda...
Por essa razão, as estradas foram cortadas, e ninguém podia passar, e minhas férias de vinte dias, arrastaram-se por três longos, intermináveis meses.
Fui aos poucos perdendo a vontade de correr, brincar e até comer. Tinha um medo pavoroso de não ver mais minha mãe. Apesar de amar com loucura a meu pai, nessa época, sentia por demais a falta da minha mãe.
Quando ia para a casa da minha vó, gostava de dormir com ela, inventava mil coisas, para deitar com ela, é que ela tinha um cheirinho tão bom, principalmente seu cabelo longo e negro, cheirava oriza, uma folha que ela colocava, eu tinha paixão por esse perfume.....
Mas mesmo esse prazer foi sumindo, quando o tempo foi passando eu não via o rosto iluminado de minha mãe.
Chorava as noites.... até quase o dia raiar, depois dormia exausta e acordava com os olhinhos inchados.....
Vovó sabia, mesmo sem palavra alguma, ela sabia..... tentava me agradar de todo jeito, mas não estava funcionando.....
Certa noite, de muita chuva, cocota, escutava o rádio, muito ruim, num programa da rádio transmundial, no final ela ajoelhou e orou e deitou-se.... algo naquela oração mexeu comigo, não lembro uma palavra sequer, mas ali deitada na minha rede de fio, embalada pela chuva e pelo medo. fiz minha primeira oração. Nunca havia despertado para o fato de Deus escutar as crianças, mesmo orando sempre com meus pais , me parecia que só os adultos eram ouvidos.
Fechei os olhos, e orei balbuciando e em pranto silencioso, para minha vó não ouvir.... Deus do céu que chove, eu estou com saudade da minha mãe.... não deixa eu morrer sem ela vir me buscar, trás minha mãe Deus, trás minha mãe..... dormir chorando......
No outro dia cedo despertei, a chuva havia parado, e o galo da casa cantava sem parar, o sol brilhava forte, mas o caminho estreito de areia branca, estava inundado, por causa da noite de chuva.....
não atentei para o café, sair andando pelo caminho a esmo, olhando para meus pés, andei muitos metros.....não desejava voltar..... ia , e ia caminhando, pensando em quando iria para casa, como estaria papai...minha irmanzinha Madai, e o Rubem.....
E se eu não os visse nunca mais?
De repente, olhei para o horizonte, a estrada era reta e sumia de vista.....muito, muito ao longe, vi uma figura vindo.... parei e me dediquei a olhar, apenas olhar....
a pessoa continuava vindo..... aquele jeito de caminhar.... seria ela? Meu Deus, o coração deu um grito, queria saltar pela boca.....sim aquela pessoa , lá ao longe na estrada de chão, era a minha mãe.
Não sabia se gritava, chorava, se esperava ou se corria ao encontro......ainda estava longe, mas era ela, tinha que ser ela....Deus trouxera ela.... quando ela me reconheceu...apressou o passo, ai não duvidei, corri com toda força, que pude.... e me joguei nos braços estendidos......Ozete, Ozete....Ozete.....assim chamávamos nossa mãe.... Não posso dizer que tenha palavras hoje depois de quarenta anos, para expressar a alegria que senti ali naquela hora...... O rosto lindo, suado e amado de minha mãe..... seu cheiro, sua bravura em andar desde as três da manhã, sozinha...de onde o ônibus lhe deixou, ate a casa da minha vó...... ela disse algo que até hoje lembro....vim te buscar filha, isso era tudo que eu queria, tudo o que precisava...... Tudo que Deus fizera por uma menina magrela de seis anos, chorosa numa noite de chuva....
A poucos dias fiz quarenta e seis anos.... dobrei os joelhos para orar só agradecendo: disse a Deus , Senhor, obrigado por aquele dia a quarenta anos atrás, quando respondeste minha primeira oração..... NÃO POSSO TE AGRADECER DEVIDAMENTE, MEU VOCABULÁRIO É POBRE, MAS OBRIGADA, POIS ENQUANTO EU DORMIA E A CHUVA CAIA, TU PROVIDENCIAVA O MEU MILAGRE
( Judite Araujo).
DONDE VEM TUA FIRMEZA?? (transcrito, versão adaptada).
Um pobre pé de dália, em meio a um temporal perguntou a um pé de bambu:
Qual o segredo de seres tão firme?
- o bambu sorridente, também balançava ao sabor do forte vento, contemplando com grande calma, o pé de dália que se curvava até o chão, perdendo muitas folhas e pétalas:
_ meu segredo são minhas raízes.
- aH, mas eu também as tenho, e estou quase acabada com este forte temporal.
- Mas não são só as raízes, disse o bambu, conto com o tempo também...
- bom, disse a dália já bem exausta...além do meu tempo de vida ser curto, pois depois da flora logo seco e desapareço, se não fosse pelas batatas que ficam na terra, e resistem um verão forte, eu não apareceria jamais...mas que adianta a beleza das minhas pétalas, se minha vida não dura um verão inteiro? Rápido nasço, e rápido morro.
-o bambu sorriu novamente e disse: - por seis longos anos eu cresci apenas para baixo, enquanto todos cresciam para cima, fiquei oculto na terra sem ser visto, pensado, lembrado, construir entretanto, um lastro de raízes tão fortes para baixo, que não há vento que me destrua.....
Antes de querermos ser algo que resulte em graça, sabedoria ou benefício, devemos ser como o bambu, ocultos, crescendo para baixo, criando força e história, conhecendo as dores e dissabores da vida, criando forças para segurar o crescimento que Deus nos dará no decorrer da nossa trajetória. O resultado será visto no auge da guerra, no ardor da tormenta, na dor duma crise..... Se tivermos raízes, venceremos. O segredo da nossa firmeza terá um nome: EQUILÍBRIO. E o conseguimos se nossas raízes estiverem em DEUS. ( Judite Araujo)
Um pobre pé de dália, em meio a um temporal perguntou a um pé de bambu:
Qual o segredo de seres tão firme?
- o bambu sorridente, também balançava ao sabor do forte vento, contemplando com grande calma, o pé de dália que se curvava até o chão, perdendo muitas folhas e pétalas:
_ meu segredo são minhas raízes.
- aH, mas eu também as tenho, e estou quase acabada com este forte temporal.
- Mas não são só as raízes, disse o bambu, conto com o tempo também...
- bom, disse a dália já bem exausta...além do meu tempo de vida ser curto, pois depois da flora logo seco e desapareço, se não fosse pelas batatas que ficam na terra, e resistem um verão forte, eu não apareceria jamais...mas que adianta a beleza das minhas pétalas, se minha vida não dura um verão inteiro? Rápido nasço, e rápido morro.
-o bambu sorriu novamente e disse: - por seis longos anos eu cresci apenas para baixo, enquanto todos cresciam para cima, fiquei oculto na terra sem ser visto, pensado, lembrado, construir entretanto, um lastro de raízes tão fortes para baixo, que não há vento que me destrua.....
Antes de querermos ser algo que resulte em graça, sabedoria ou benefício, devemos ser como o bambu, ocultos, crescendo para baixo, criando força e história, conhecendo as dores e dissabores da vida, criando forças para segurar o crescimento que Deus nos dará no decorrer da nossa trajetória. O resultado será visto no auge da guerra, no ardor da tormenta, na dor duma crise..... Se tivermos raízes, venceremos. O segredo da nossa firmeza terá um nome: EQUILÍBRIO. E o conseguimos se nossas raízes estiverem em DEUS. ( Judite Araujo)
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