quinta-feira, 6 de novembro de 2014





A JOVEM MOTIVAÇÃO DE UM VELHO 

Qual a sua idade cronológica?
Qual a idade emocional da sua alma?
ages e reages como alguém que está as portas da morte, ou como alguém que vivencia o poder dos anos bem vividos?
Estás indo ao encontro dos teus sonhos e metas com otimismo e crença, ânimo e fé, ou estás soluçando as perdas da jornada, tornando enfadonho teu próprio trajeto?
Barzilai, havia ajudado Davi todo o tempo que viveu fugindo de Saul, com as provisões necessárias, deu a Davi e seus homens tudo o que precisou naqueles rudes e difíceis anos. foi um amigo solícito, comprometido em suprir carências financeiras e dar apoio.
Como era de se esperar de alguém cujo coração tem medidas grandiosas de amor, compaixão e justiça, Davi, guardava uma surpresa para o velho Barzilai, queria dar-lhe uma ditosa velhice, no conforto e segurança do palácio. Mas Barzilai, cercado das dúvidas de seu coração velho e seu corpo cansado, rejeita tão grande honra, e passou a enumerar ao rei de Israel suas impossibilidades: teria eu condições de discernir o bem do mal? Paladar apurado para saborear as comidas e bebidas? ouvir o som das musicas e ver as danças dos jovens? Barzilai cercou-se de impossibilidades, desistiu de prosseguir ao ultimo capitulo que encerraria com louvor e glória sua carreira. Sem mais ter as ambições necessárias para seguir em vitória, o velho Barzilai despede-se do rei e volta para sua antiga casa.
Quantas vezes nos comportamos assim, tão pessimistas, tão alheios às surpresas do nosso Rei Jesus, as dores, tragédias, problemas e a canseira da jornada nos fazem desistir do que nunca vimos, sem pelo menos a curiosidade de olhá-las através da fé. Voltamos para o quarto escuro e lamentamos as perdas, porque nos faltou ânimo para tomar posse do que ainda está distante. Deus deseja honrar-nos, mas não nos obriga recebê-las.
Barzilai tinha oitenta anos, mais velho no ânimo que em sua cronologia.
Simeão era um idoso cheio de esperança, havia recebido uma palavra que minou sua vida de uma vicissitude admirável, não deixando de esperar por ela até o fim. o prazer de esperar foi sua motivação diária. Um dia entra no templo um casal com uma criança nos braços, quando aquele patriarca a toma, o Espírito que o conservou em vida até então, sussurra-lhe: " ESTE É O MENINO QUE TE FOI PROMETIDO VER, ANTES DE TUA MORTE." E Simeão brada na voz de um velho cheio de gozo e louvor e enaltece a Deus: "DESPEDE EM PAZ O TEU SERVO, PORQUE OS MEUS OLHOS JÁ VIRAM A TUA SALVAÇÃO." Preparado para partir em paz e cheio de alegria, se isso é morrer então é a forma mais doce e viva de abraçar o destino final.
Ao lado dele vendo a cena, com tal entusiasmo, está uma viúva de avançada idade chamada Ana, que dera toda sua vida na casa de Deus, servindo com ânimo e prazer.
Ana tinha mais de oitenta anos.
Eli, o sacerdote, idoso também, já cansado, sentindo o peso dos anos, fecha os olhos para os erros dos seus filhos, Cercado das responsabilidades do dever, fatiga-se diante das honras que usufruía. Sentado comodamente em uma cadeira,e ainda escorado numa pilastra, e não mais de pé, Eli adota a postura de juiz, sendo apenas sacerdote, julga uma outra Ana, quando deveria com afinco gerenciar o relacionamento dela com Deus, incentivando-lhe a crer no poder de quem fizera coisas admiráveis por seu povo nas eras passadas.
Sua falta de postura e ânimo custou-lhe a vida, a vida de seus filhos, de seus netos de toda sua geração, sim, Eli, morreu sem honras, porque tornou-se velho em seu espírito, e em suas atitudes, entregou-se ao ocaso. Que triste fim, que fechar de cortinas para quem era a nata do serviço divino da época.
Mas em contra partida a ele e outros, deparamos alegremente com o velho CALEBE, jovem no ânimo e de um espírito vivaz, que nos dá uma verdadeira lição de otimismo, fé, coragem e empreendedorismo. Sim Calebe, aos quarenta e cinco anos, recebera uma terra em herança, e o tempo passou sem que abatesse sua força e sua credibilidade de que a promessa se cumpriria. Homens falham no trato, Calebe sabia disso, mas tratava com Deus quando rememorava a promessa, e vai alegremente e solícito cobrar de Josué seu líder, o cumprimento.
Não como alguém cansado, destruído, cabisbaixo, ou decrépito, mas vivo, ativo, inovador, consciente da sua força conservada na esperança, que embalou seus anos de espera. Calebe faz de si mesmo um lindo quadro de vivacidade e eficiência: "TÃO FORTE QUANDO ERA, AINDA SOU, PRONTO PARA ENTRAR, SAIR GUERREAR, CONQUISTAR"...... E assim fez. Venceu gigantes, conquistou paz para sua posteridade dormiu feliz. Os anos não consumiram Calebe, não o dobraram, ele os subjugou, com a força da sua vicissitude admirável. Não é de admirar que seu termo, tenha sido a montanha sagrada de Hebrom, cheia de águas superiores e inferiores. Ninguém agrada mais a Deus, do que aquele que mantém viva a chama da fé, foi isto que fez Abraão se tornar marco de justiça na terra, creu e esperou a promessa de Deus, com alegria pois riu com Sara, e ambos receberam a bênção. Mas em se tratando de ânimo para esperar uma promessa, uma palavra, ninguém superou o velho noé, que durante cento e vinte anos, e mais o tempo que ficou dentro da arca; aguardou as chuvas que Deus dissera cairiam, mesmo a despeito das críticas de toda uma geração, Noé creu e obedeceu, por isso sua espera foi honrada com a vida e a preservação da espécie humana. Noé viveu novecentos e cinquenta anos, que ditosa vida. Na arca temos tipificado a Cristo, em Noé o tempo da eternidade, que só em Cristo teremos.
Nossa idade passa, aumenta, e nem sempre começamos bem, ou chegamos ao meio com otimismo, murmuramos, choramos, erramos tanto, isso é do homem, mas Deus nos deu as medidas para o momento final, em Paulo: "COMBATI O BOM COMBATE, ACABEI A CARREIRA E GUARDEI A FÉ". Começar bem, nem sempre é possível, mas terminar animado é o que Deus espera dos seus fiéis soldados.
Moisés foi culto, sábio e manso, mas o encontramos afinal cheio de vida a despeito dos anos, pedindo a Deus sabedoria e entendimento para saber contar os dias, não era aula de aritmética que Moisés precisava, ele pedia a Deus senso ativo, no meio dos anos, para saber conhecer racionalmente cada tempo, cada época para empregar corretamente suas escolhas acertadas.
Habacuque, reconhecia a escassez de ânimo no meio de uma prova que se alonga, e sua oração intensa foi: AVIVA Ó SENHOR A TUA OBRA, NO MEIO DOS ANOS, FAZE-A CONHECIDA.
Não desanime de suas promessas, antes de desistir, rememore cada emoção sentida para cada palavra dada por Deus a teu respeito. Abra os braços para o eterno, nada melhor que promessas antigas, recebidas por corações maduros.
O verdadeiro guerreiro da sobrevivência precisa de alegria diária para não desistir em meio aos confrontos do caminho. A vida é um legado divino, mas como a encaramos e o que fazemos dela e de no´s enquanto a vivenciamos é escolha e decisão nossa.
Olhe com alegria, encantamento e vivacidade para seus anos, não se sinta velho, tenha asas de águia, renove suas esperanças no Senhor, lembre que estás plantado nos átrios do Deus vivo. Seja viçoso, e florescente, na velhice podes dar os melhores frutos da tua vida, então estenda os olhos para o horizonte, conte estrelas, cinja a espada, firma tuas estacas, alarga tuas cordas, e diga como Davi: "JÁ FUI MOÇO, HOJE SOU VELHO, MAS NUNCA VI UM JUSTO DESAMPARADO, NEM A SUA DESCENDÊNCIA MENDIGAR O PÃO."

Judite Araujo

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