terça-feira, 4 de novembro de 2014

ÁGUAS DA SALVAÇÃO

Por certo todos já sentimos sede inúmeras vezes, e já nos satisfizemos outras tantas com um copo de água bem gelada.
Mas quem já passou sede, num lugar inóspito onde não é possível tomar um gole sequer desse líquido precioso, ou refrescar-se um pouco, mesmo que a água não seja útil ao consumo, sabe exatamente o problema que é e os agravantes que isso gera no organismo.
Imagine-se por dias num deserto escaldante, quanto tempo aguentaria firme, ou em quanto tempo seu corpo desidrataria?
As forças minguariam rápido demais, e até seu cérebro que não bebe água, teria dificuldades para gerenciar suas atitudes, sua oxigenação cerebral poderia colocá-lo em estado de torpor melancólico, e convulsões. Isto é óbito certo.
Quando se estar com sede, é apenas água que queremos.
Nenhum suco, nenhuma outra coisa nos apetece, água e só água pede nosso corpo.
As maiores guerras nos tempos bíblicos, durante muitos anos girou em torno da água, e no futuro tudo indica que a escassez de água será um mal anda maior.
o brasil coincidentemente ou providencialmente, sendo um dos países de maior liberdade religiosa do mundo é também o pais com maior bacia hidrográfica do mundo, em quantidade e volume de água doce.
Já imaginou a sensação de frustração, quando em meio ao banho falta água, ou abrimos a torneira e não sai mais que pingos?
Sabemos avaliar a gravidade do problema, porque somos também envolvidos nessa calamidade algumas vezes, sentimos na pele essa necessidade. Mas será que entendemos tão bem, quando é outra pessoa a passar por isso? Como lidamos com a necessidade alheia?
A SALVAÇÃO foi proclamada. Mas a sua falta continua gerando sede na alma do homem. O dia que entendermos quão salutar são essas águas na vida e na alma do pecador, teremos entendido o valor e a grandiosidade do EVANGELHO que pregamos.
Não há melhor forma de ver a salvação, senão com o jorrar em profusão de águas puras e cristalinas vindas de cima. Não em medidas racionadas como uma torneira que abre e fecha, cortando o fluxo da água, tão logo um balde ou recipiente esteja cheio.
Mas numa medida eterna, constante, em profusão.
Só entende a sede da salvação dos povos, aquele que já esteve com sede e impedido de beber por alguma razão.
A salvação é uma fonte perene e eterna, projetada no céu, nascida em CRISTO, mas funcional e necessária na terra.
O mundo tem sede, as almas gritam por estas águas salutares e indispensáveis para a sobrevivência e conservação da alma.
Não veja a necessidade das nações, o clamor dos povos na obscuridade e necessidade do toque divino com pouco caso. É uma sede real, não meramente temporária, e só acabará de fato, quando Cristo for levado ao alcance dos perdidos que gemem pelas águas da salvação.
Se você que já sabe do valor dessa água, não se sente comprometido, é um omisso, e a omissão é o "pecado moderno" da igreja.
Não contemple essa sede como se pudesse burlá-la com uma gaze embebida em água e colocada na boca de um enfermo que pede incessantemente por água. Não use a água da salvação na visão da quantidade mísera da administração humana. Nenhum método ou medida humana satisfaz a sede de salvação no pecador.
A água da salvação deve jorrar abundante, sem limites. São águas que não se repetem, são novas e jorram na medida da misericórdia de Deus.
Por isso não pode ter preço, nem ser comprada por prêmios perecíveis.
Custou o sangue de Jesus, e tem o poder da transformação genuína, da restauração eficaz e do concerto eterno. Tira a alma do inferno e resgata seus valores, equiparando-os aos elevados valores divinos. Todo homem deve ter a facilidade de saciar-se nessas águas. É seu direito, assim reza a lei divina.
Não pode ser pensada como contra gota, ou como paliativo que burla e subjuga uma dor temporariamente. Ou sacia definitivamente ou a sede perdurará até que essas águas jorrem abundantemente no interior daquele que a necessita.
Não regue as águas da vida, não ponha medida na quantidade dessa água para um povo. Não temos o direito de restringir ou dar em doses determinadas essas águas ao pecador, como quem abre e fecha uma torneira. Não podemos agir fraudulentamente, roubando direitos que não nos pertencem, nem controlar a força dessas águas.
A salvação são comportas eternas, ninguém segura a força de suas águas, assim como não podemos reter a alegria gerada por ela, o som das grandes águas, na maestria da gratidão, é tudo que podemos, é tudo que devemos.
Quando Jesus disse: IDE POR TODO O MUNDO E PREGAI... estava vendo já os resultados dessas águas, mas preocupado com as possíveis falhas da prontidão humana e sua demora no obedecer.
Jesus não chamava nessa hora pastores, mas EVANGELISTAS.
Pastores vêem rebanhos agregados, evangelistas Veem almas dispersas e sedentas. Pastores veem águas tranquilas para ovelhas já salvas, evangelistas veem cachoeiras profusas para dessedentar multidões na secura do pecado.
Por isso Isaías é o profeta das águas salvíficas, Ó vos que tendes sede, vinde e bebei (Is 55.1), E vos com alegria tirareis águas das fontes da salvação(Is 12.3), Derramarei água sobre o sedento (Is 44.3).
A salvação é de graça, mas sustentar essas águas ou levá-las ao alcance do pecador em sua terra, e em sua cultura, na forma que possa entender e se dessedentar, custa muito, custa nosso empenho, nosso desejo, nosso chamado, nossa vocação, nosso dinheiro,nossa escolha, e muitos outros sacrifícios.
Audivelmente o clamor por essas águas ecoa à nossa volta, perto e vindo de longe, a menos que os ouvidos estejam agravados não podemos negar a dor que nos pede socorro.
O retrato da salvação depois achada suas águas e aplicada é narrada por nada menos que Isaías.
O Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará teus ossos: e serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas nunca faltam (Is58.11).
(Judite Araujo. O poder do Evangelho).

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