quarta-feira, 5 de novembro de 2014




ENTRE A FORCA E O TRONO ( parte I )

A forca era um instrumento de tortura dos mais cruéis, pois produzia uma morte rápida, mas agonizante. Traduzia medo e pavor; na forca eram punidos traidores políticos, religiosos considerados hereges, conspiradores,bruxos ou cidadãos comuns pegos em delitos como roubo, violação ao pudor, ou inimigos do rei e da coroa.
A morte entre a terra e o céu trazia uma nota funesta de maus presságios, horrenda dor cabíveis aos condenados ao inferno; desarraigados da terra dos viventes, sem direito ao céu, assim se cria e assim se propagava. Pessoas sem chão, perdidos entre dois extremos, precipitados para sempre ao inferno abaixo, purgando pecados para sempre, suspensos na indecisão da alma mergulhando para o caos da escuridão sem fim.
AMAM, era um tirano impiedoso, cruel,vil e desdenhoso, obstinado, frio e desprovido de misericórdia e senso de justiça, era o oposto do esperado para um príncipe. A arrogância era o destempero que atuava em sua alma, impedindo as virtudes de darem qualquer sabor, qualidade e honradez à sua personalidade.
O fermento do ódio concentrado em suas entranhas levedava toda sua constituição psicológica e seus sentidos, arrastando nessa estrada seu ego, personalidade e seu caráter. Todos estes, conspiravam contra ele e transpiravam a maldade que dele destilava. Amam e seus sentimentos estava a mercê e poder sutil dos demônios.
A INVEJA corroía-lhe o interior ao ver a potencialidade, desenvoltura, prosperidade sobressalientes dos Judeus, a quem considerava inimigos de morte. A névoa do mal capturou seu coração como o animal no laço, tais atitudes denunciavam a presença funesta de satanás comandando-lhe, como uma mão que domina um fantoche.
AMAM, foi em sua época a personificação de satanás, no ódio incontido pelos judeus, como o foi Balaque em seu tempo e Hitler muito tempo depois. Além de ter que lidar forçosamente com o fato de Mardoqueu não reverenciar-lhe publicamente, foi obrigado a conduzi-lhe prestando-lhe honras especiais e reverencias públicas por decreto real.
Possuía o mal da auto confiança e do orgulho exacerbado, onde os privilégios lhe eram feitos sob medida, e só a ele vestiam. Pobre e odioso Amam, num esforço sobre-humano, teve que guardar por momentos seu ódio incontido.
Mas a MÃO DIVINA jamais erra em seus decretos... Amam foi descoberto, ele, mulher e filhos sucumbiram na pena capital do pecado que ele mesmo prescreveu num ato de fúria, sua maldade o arrastou para a dança da morte, envolvendo-lhe o pescoço na aspereza da corda da forca.
Ele não contava com uma mudança brusca e repentina em seus planos maquiavélicos, não contava com o fim dos seus cálculos frios de fatalidade. SUBESTIMOU a capacidade de Mardoqueu em influenciar a Rainha, e a coragem desta, em expor a vida pelo povo amado, agora vitima de um destino cruel, jamais Amam pensou no desfecho que sua cobiça resultou.
SUBESTIMOU o PODER DE DEUS em, salvar e punir com justiça seus inimigos e os algozes do seu povo.
SUBESTIMOU, a força espiritual, de caráter e propósito de uma MULHER DETERMINADA, Não sabia AVALIAR o poder que estava operando entre a FORCA E O TRONO, e entre estes, uma corajosa MULHER DE JOELHOS, cavando promessas, mudando destinos, promulgando direitos, rescrevendo a história, movendo a seu favor as potentes mãos de Deus. E NELE a soberania da defesa, do direito e da justiça plena.
Ester colocada entre a FORCA E O TRONO era agora a serva devotada , um humilde instrumento do Todo Poderoso a clamar por SOCORRO e PROVIDÊNCIA, abrindo com humilhação e jejum, cinza e pano de saco, a porta da misericórdia e do milagre, cuja chave só Deus detém. (Judite Araujo)

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