ESTRELA E LAMPARINA
Não quero ser ESTRELA Senhor,
Embora sejam realmente belas, deslumbrantes e criadas por tua mão,
tem o brilho intocável, distante, bem distante de minha realidade.
Não quero ser ESTRELA Senhor,
Embora fulgurantes e extraordinárias, não cabem no plano humano. Habitam sob as gáseas nebulosas.
Quero ser luz de LAMPARINA, singela, sutil, mas palpável para minha realidade. Uma luz falível, mas real aqui no mundo embaixo,em chamas adoráveis.
Quero ser luz de LAMPARINA, pois seu brilho é presente, sua luz traduz proximidade, contato acolhedor.
Quero se luz de LAMPARINA, pois me faz consciente da minha responsabilidade diária de mantê-la acesa e em funcionamento.
Onde todo dia eu tenha que fazer a minha parte, seja repondo o combustível, arrumando o murrão, ascendendo o fogo e mantê-la acesa o tempo necessário.
A LAMPARINA, dá ideia de utilidade diária, ideia de cumplicidade minha com a luz produzida.
Ensina-me a valorizar essa pequena luz, essencial para esta vida terrena, onde vivo. Desfrutando o curso natural da existência.
Não me deixe burlar a responsabilidade de mantê-la viva e com reserva, igual as virgens loucas procederam.
A luz da LAMPARINA, na mão, em noite escura, traduz o cuidado, a vigilância, na minha vida aqui e agora. Onde obedeça e seja conduzível, evitando que os ventos das contradições a apaguem.
Quero ser luz de LAMPARINA, que traduza a singeleza de uma vida de serviço, pronta para somar com espíritos singelos, e disposta a negar-me quando tiver que ocultar-me por trás de uma cortina.
Permita-me ser uma LAMPARINA, sem encanto, mas necessária para deixar minhas mãos em funcionamento, no lar, na seara, nas sombras que as vezes a alma absorve.
Antigamente tu deste aos Sacerdotes a incumbência de reavivar diariamente o fogo do altar,
Hoje a luz reside em nosso exemplo, nossa vida interior, atitudes e escolhas.
De pequenas chamas, chamas de LAMPARINA, que devem manter seu foco funcional todos os dias.
Poupe-me senhor da síndrome de ESTRELA, que desfile soberba nas próprias alturas, e galgue espaços etéreos, perdidas no eterno vácuo.
Poupe-me da síndrome de estrela que sempre se sente superior, sempre em busca dos aplausos e nunca reconhecendo erros, falhas e misérias,
Poupe-me da síndrome de estrela, que não divide, não olha a necessidade alheia, não comunga com o próximo, por estar embriagada na importância do próprio brilho. Por ser enganada pelo próprio valor, adicionando cada dia mais distancia entre a realidade esperada por Deus para seus filhos.
Deixo o brilho, o aplauso, o reconhecimento, e as glórias humanas, para ser apenas a luz fosca, mas necessária da lamparina, que me ilumina e oferece claridade na medida de não ser soberba ou desejar algum laurel nesta vida passageira.
Põe-me diante de trevas, para ser esta luz, e não ser uma luz que vire trevas, quero apenas nesta vida passageira, tua doce e nobre companhia.
Sendo um Luzeiro, todos que de ti se aproximam terão eternamente o combustível para conservar suas luzes pequeninas e vivas.
Tu não nos comparaste a ESTRELAS, disseste que a luz não pode ser negada, quando estar no lugar adequado, o velador. Só posso pensar na lamparina. Embora todo homem queira reconhecimento, busca-o na luz errada, desejando os fulgores da síndrome do estrelato, quando o reconhecimento que todos darão e verão será apenas quando formos luz, a singela chama da simplicidade.
VERÃO A VOSSA LUZ E GLORIFICARÃO A VOSSO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS...
Permita minha pequena chama brilhar através das obras da verdade, da honestidade e do amor. Não para a exaltação do eu enobrecido, mas para guardar no oculto da alma um dos símbolos de tua presença.
Que o mundo em trevas, tenha a oportunidade de ver e aderir aos milhares de pequenas chamas, que conduzem tua glória sobre a terra.
Inspire-me a ser apenas como uma singela LAMPARINA, que ascenda na hora da utilidade, e apague na hora aprazível, movimentada por teus dedos sobre esta pequena chama.
( Judite Araujo). PALAVRAS E DIAMANTES.
Não quero ser ESTRELA Senhor,
Embora sejam realmente belas, deslumbrantes e criadas por tua mão,
tem o brilho intocável, distante, bem distante de minha realidade.
Não quero ser ESTRELA Senhor,
Embora fulgurantes e extraordinárias, não cabem no plano humano. Habitam sob as gáseas nebulosas.
Quero ser luz de LAMPARINA, singela, sutil, mas palpável para minha realidade. Uma luz falível, mas real aqui no mundo embaixo,em chamas adoráveis.
Quero ser luz de LAMPARINA, pois seu brilho é presente, sua luz traduz proximidade, contato acolhedor.
Quero se luz de LAMPARINA, pois me faz consciente da minha responsabilidade diária de mantê-la acesa e em funcionamento.
Onde todo dia eu tenha que fazer a minha parte, seja repondo o combustível, arrumando o murrão, ascendendo o fogo e mantê-la acesa o tempo necessário.
A LAMPARINA, dá ideia de utilidade diária, ideia de cumplicidade minha com a luz produzida.
Ensina-me a valorizar essa pequena luz, essencial para esta vida terrena, onde vivo. Desfrutando o curso natural da existência.
Não me deixe burlar a responsabilidade de mantê-la viva e com reserva, igual as virgens loucas procederam.
A luz da LAMPARINA, na mão, em noite escura, traduz o cuidado, a vigilância, na minha vida aqui e agora. Onde obedeça e seja conduzível, evitando que os ventos das contradições a apaguem.
Quero ser luz de LAMPARINA, que traduza a singeleza de uma vida de serviço, pronta para somar com espíritos singelos, e disposta a negar-me quando tiver que ocultar-me por trás de uma cortina.
Permita-me ser uma LAMPARINA, sem encanto, mas necessária para deixar minhas mãos em funcionamento, no lar, na seara, nas sombras que as vezes a alma absorve.
Antigamente tu deste aos Sacerdotes a incumbência de reavivar diariamente o fogo do altar,
Hoje a luz reside em nosso exemplo, nossa vida interior, atitudes e escolhas.
De pequenas chamas, chamas de LAMPARINA, que devem manter seu foco funcional todos os dias.
Poupe-me senhor da síndrome de ESTRELA, que desfile soberba nas próprias alturas, e galgue espaços etéreos, perdidas no eterno vácuo.
Poupe-me da síndrome de estrela que sempre se sente superior, sempre em busca dos aplausos e nunca reconhecendo erros, falhas e misérias,
Poupe-me da síndrome de estrela, que não divide, não olha a necessidade alheia, não comunga com o próximo, por estar embriagada na importância do próprio brilho. Por ser enganada pelo próprio valor, adicionando cada dia mais distancia entre a realidade esperada por Deus para seus filhos.
Deixo o brilho, o aplauso, o reconhecimento, e as glórias humanas, para ser apenas a luz fosca, mas necessária da lamparina, que me ilumina e oferece claridade na medida de não ser soberba ou desejar algum laurel nesta vida passageira.
Põe-me diante de trevas, para ser esta luz, e não ser uma luz que vire trevas, quero apenas nesta vida passageira, tua doce e nobre companhia.
Sendo um Luzeiro, todos que de ti se aproximam terão eternamente o combustível para conservar suas luzes pequeninas e vivas.
Tu não nos comparaste a ESTRELAS, disseste que a luz não pode ser negada, quando estar no lugar adequado, o velador. Só posso pensar na lamparina. Embora todo homem queira reconhecimento, busca-o na luz errada, desejando os fulgores da síndrome do estrelato, quando o reconhecimento que todos darão e verão será apenas quando formos luz, a singela chama da simplicidade.
VERÃO A VOSSA LUZ E GLORIFICARÃO A VOSSO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS...
Permita minha pequena chama brilhar através das obras da verdade, da honestidade e do amor. Não para a exaltação do eu enobrecido, mas para guardar no oculto da alma um dos símbolos de tua presença.
Que o mundo em trevas, tenha a oportunidade de ver e aderir aos milhares de pequenas chamas, que conduzem tua glória sobre a terra.
Inspire-me a ser apenas como uma singela LAMPARINA, que ascenda na hora da utilidade, e apague na hora aprazível, movimentada por teus dedos sobre esta pequena chama.
( Judite Araujo). PALAVRAS E DIAMANTES.

Nenhum comentário:
Postar um comentário