terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Liberdade


Quando Jacó abençoava seus filhos, disse que JOSÉ era como a planta que ultrapassa o muro. Isto fala de bênçãos e milagres que sobejam, que prosperam mesmo fora do seu contexto, do seu perímetro geográfico.
José prosperou na terra de sua aflição, longe de seu centro emotivo, de suas raízes. Com ele começaram as importações, as leis de tributo, a lei de ofertas, juros e trocas, da expansão de bens para terras estrangeiras.
Mas toda dádiva tem seu preço, o seu foi a perda da ligação afetiva de sua família, o corte dolorido do cordão umbilical. Que para ele nos propósitos divinos, causava dor, mas lhe outorgava oportunidades de conquistas e crescimento além do sonhado.
A prisão, a solidão, o desafio religioso, e o esquecimento não impediram suas águas de dessedentarem mais que o Nilo; de se estenderem pela terra, além dos domínios do Egito, soprando seus préstimos, numa busca do passado, até alcançar novamente as suas raízes quase extintas, e enxertá-las desta vez no zambujeiro, perto das águas, mas produzindo frutos de dor.
Mas guardados limpos, revigorados e originais permaneceram os esboços do plano divino, onde um velho, um menino e uma túnica, apontavam para um monte, um homem e uma cruz. Donde as águas da salvação, jamais interrompidas se lançam
profusas e constantes a oferecer solução para as mazelas do mundo.
Judite Araujo.


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