sábado, 22 de novembro de 2014







Vislumbro um jardineiro agachado adubando cuidadosamente a terra úmida do jardim da minha alma, com graça, paciência, amor e dedicação.
Ele sabe que nada mereço, e que como terra nada tenho a oferecer, mas isso não detém suas mãos, elas trabalham, se gastam,
se doam, se entregam, e por fim, esperam....
Vejo um leve e doce sorriso em seus lábios, depois de tempos, quando de minhas mãos recebe um pequeno ramalhete, e ele sabe, que a semente foi fiel ao propósito. Por isso em silêncio recebe o odor da minha gratidão, sabendo que estou ofertando das terras da minha alma, fielmente do que ele plantou.
Judite Araujo.

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