segunda-feira, 24 de novembro de 2014





Já experimentou algum sentimento verdadeiro, sem uma boa dose de renúncia?
Ou qual sentimento vale a pena sem entrega absoluta?
Já foi tentado a desistir de doar-se por alguém, e no momento seguinte voltou atrás?
Mesmo quando não somos reconhecidos, quando não recebemos um muito obrigado, vale a pena a persistência na caminhada, a dedicação, o esmero, a entrega. As lições mais significativas não beneficiam apenas quem as recebe, mas principalmente quem as ensina. Nos desgastamos em prol de vidas ou projetos e quase nunca perguntamos quanto de nós foi semeado ou foi gasto diariamente?
É que nascemos para gastar-nos na troca de amor e afetividade, e beneficiar-nos de seus entranhados afetos. Mas também desenvolver o amor próprio, à medida que amamos o próximo (Mc 12.31) ; ( Mt 6.12).
É que uma centelha de esperança, teima em ficar viva e nos acorda no dia seguinte
apontando o nascente nunca o poente.
Para enfim entendermos que não é a moeda humana que paga o amor que damos, é a generosidade divina que nos impulsiona , que acrescenta disposição á nossa entrega.
É a mão divina que continua gerando amor, enquanto nosso coração recebe a oportunidade de bem aventurar-se nos tesouros do perdão.
Jesus é prova de que o amor mais sincero e puro é aquele que brota cheio de graça, para vestir os despidos de merecimento.
Não há glória pessoal alguma quando amamos, perdoamos e nos dedicamos a alguém,
é apenas nosso coração fazendo seu papel, cumprindo sua missão.
Glória merece o Deus, que tendo todo o poder, que podendo subjugar todas as coisas, está constantemente em busca de relacionar-se bem conosco tão falíveis.
Ninguém é mais esperançoso e crédulo em recomeços do que ELE.
Judite Araujo.

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