Oculto em Cristo.
Não conheço nenhum missionário verdadeiro que tenha saído ao campo
debaixo da luz dos holofotes, toque de trombetas,ou aplausos calorosos.
Geralmente são acompanhados de oração e lágrimas, embora a convicção do chamado seja latente, ele sabe que por muitos momentos a solidão será por companheira, o descaso de muitos, e com o tempo, o esquecimento da maioria.
A verdadeira obra missionária é feita passo a passo, semente a semente, geralmente na solidão do chamado do semeador, raramente em grupo.
O profeta Ezequiel declara que ao ser chamado foi na angustia do seu espírito, pois a mão e a vontade do Senhor pesavam sobre ele.
O missionário sabe que foi chamado para anunciar o Evangelho, e nele reside toda glória a ser vista; ele sabe que terá pés, mas não terá rosto. Viverá oculto em Cristo, carregando uma cruz, renunciando todo dia.
Ele vai, adentra no campo e some na seara, pode ser que um dia retorne, cheio de marcas, mas não é garantido que volte, pois fomos chamados simplesmente a ir....
Mas se voltar nada é garantido, pois não busca os prêmios daqui, a terra é o imenso canteiro do semeador, suas gavelas porém, estão no céu.
Conta-se que um missionário deu 30 longos e bons anos de sua vida para ganhar os bárbaros da Saxônia, e quando retornou ao seu pais de origem, viu no cais uma linda festa organizada, com banda de música, flores, fogos, e muita gente aplaudindo.... até pensou que fosse em reconhecimento ao seu dedicado trabalho, mas logo descobriu que as honras ali preparadas eram para um jovem soldado mutilado, que chegava de três anos experimentados numa guerra.
Quando o cais ficou vazio, e ele sozinho com sua mala na mão, olhou para o céu e disse: - Pai, por que ninguém veio receber-me, nenhuma festa, nenhuma comemoração, combati trinta anos em teu reino e cá estou tão só como quando comecei.
Ao que sentiu uma leve brisa desalinhar seus cabelos e o sussurro gentil do Espírito Santo a segredar-lhe:
- Filho amado, o dia que chegares no teu país de origem, também terás tua festa!
Ainda não estás sendo recebido no teu verdadeiro lar.
Aquele alquebrado homem, curvou a cabeça, sorriu entre as calmas lágrimas e agradeceu a Deus, era tudo que precisava ouvir.
Muitas vezes somos tentados a receber aqui, daquilo que nos está reservado em Deus, viver cercado no silêncio de uma renúncia faz parte do prêmio que das mãos divinas receberemos, pois só ele pode medir com precisão as obras e o trabalho das nossas mãos. Ele é fiel, dará a cada um dos seus semeadores e ceifeiros segundo o que fizerem.
O cuidado de Deus deve ser agradecido de joelhos e frontes curvadas, pois elevou nosso prêmio para a dimensão da segurança eterna, onde a traça nem a ferrugem destroem.
Buscar uma vida de intimidade com Deus é mais importante que trabalhar focado nas conquistas terrenas, pois assim nada valerá a pena. Daniel Berg e Gunnar Vingren, e todos os outros que evangelizaram este país, chegaram aqui sem nada, e voltaram sem nada, mas deixaram um precioso legado de almas salvas, que cresce até hoje. viveram e morreram apoiados na simplicidade e santidade, exalando o perfume de Cristo, dignificando o Evangelho.
Não esqueçamos do que a Paulo foi revelado, que na eternidade há coisas inefáveis, que ainda ninguém há podido discernir.
Enquanto aguardamos, semeemos sem cansar as mãos, sem dar férias aos pés, e sem mudar a ótica da cruz, ela é renúncia.
Não temos que exigir nada de Deus, bens, dinheiro, fama, reconhecimento ou mesmo saúde, a salvação e a graça que ganhamos é maior e cobre tudo isso, temos sim, uma única opção, sermos obedientes.
Embora de nada sermos díginos, desfrutamos de sua história e de seu imenso amor, lembre-se que antes de atentar para o fruto das nossas mãos, Deus procurará ver a destreza dos nossos pés, pois o ide está antes da colheita, e o obedecer antes da recompensa.
Quem se oculta na cruz, é visto em Cristo. E nenhum trabalho nele é vão. Trabalhe com amor, semeie com ardor, afinal as dores do evangelho sempre geram contentamento.
1 Co 15.58.
Judite Araujo.
Não conheço nenhum missionário verdadeiro que tenha saído ao campo
debaixo da luz dos holofotes, toque de trombetas,ou aplausos calorosos.
Geralmente são acompanhados de oração e lágrimas, embora a convicção do chamado seja latente, ele sabe que por muitos momentos a solidão será por companheira, o descaso de muitos, e com o tempo, o esquecimento da maioria.
A verdadeira obra missionária é feita passo a passo, semente a semente, geralmente na solidão do chamado do semeador, raramente em grupo.
O profeta Ezequiel declara que ao ser chamado foi na angustia do seu espírito, pois a mão e a vontade do Senhor pesavam sobre ele.
O missionário sabe que foi chamado para anunciar o Evangelho, e nele reside toda glória a ser vista; ele sabe que terá pés, mas não terá rosto. Viverá oculto em Cristo, carregando uma cruz, renunciando todo dia.
Ele vai, adentra no campo e some na seara, pode ser que um dia retorne, cheio de marcas, mas não é garantido que volte, pois fomos chamados simplesmente a ir....
Mas se voltar nada é garantido, pois não busca os prêmios daqui, a terra é o imenso canteiro do semeador, suas gavelas porém, estão no céu.
Conta-se que um missionário deu 30 longos e bons anos de sua vida para ganhar os bárbaros da Saxônia, e quando retornou ao seu pais de origem, viu no cais uma linda festa organizada, com banda de música, flores, fogos, e muita gente aplaudindo.... até pensou que fosse em reconhecimento ao seu dedicado trabalho, mas logo descobriu que as honras ali preparadas eram para um jovem soldado mutilado, que chegava de três anos experimentados numa guerra.
Quando o cais ficou vazio, e ele sozinho com sua mala na mão, olhou para o céu e disse: - Pai, por que ninguém veio receber-me, nenhuma festa, nenhuma comemoração, combati trinta anos em teu reino e cá estou tão só como quando comecei.
Ao que sentiu uma leve brisa desalinhar seus cabelos e o sussurro gentil do Espírito Santo a segredar-lhe:
- Filho amado, o dia que chegares no teu país de origem, também terás tua festa!
Ainda não estás sendo recebido no teu verdadeiro lar.
Aquele alquebrado homem, curvou a cabeça, sorriu entre as calmas lágrimas e agradeceu a Deus, era tudo que precisava ouvir.
Muitas vezes somos tentados a receber aqui, daquilo que nos está reservado em Deus, viver cercado no silêncio de uma renúncia faz parte do prêmio que das mãos divinas receberemos, pois só ele pode medir com precisão as obras e o trabalho das nossas mãos. Ele é fiel, dará a cada um dos seus semeadores e ceifeiros segundo o que fizerem.
O cuidado de Deus deve ser agradecido de joelhos e frontes curvadas, pois elevou nosso prêmio para a dimensão da segurança eterna, onde a traça nem a ferrugem destroem.
Buscar uma vida de intimidade com Deus é mais importante que trabalhar focado nas conquistas terrenas, pois assim nada valerá a pena. Daniel Berg e Gunnar Vingren, e todos os outros que evangelizaram este país, chegaram aqui sem nada, e voltaram sem nada, mas deixaram um precioso legado de almas salvas, que cresce até hoje. viveram e morreram apoiados na simplicidade e santidade, exalando o perfume de Cristo, dignificando o Evangelho.
Não esqueçamos do que a Paulo foi revelado, que na eternidade há coisas inefáveis, que ainda ninguém há podido discernir.
Enquanto aguardamos, semeemos sem cansar as mãos, sem dar férias aos pés, e sem mudar a ótica da cruz, ela é renúncia.
Não temos que exigir nada de Deus, bens, dinheiro, fama, reconhecimento ou mesmo saúde, a salvação e a graça que ganhamos é maior e cobre tudo isso, temos sim, uma única opção, sermos obedientes.
Embora de nada sermos díginos, desfrutamos de sua história e de seu imenso amor, lembre-se que antes de atentar para o fruto das nossas mãos, Deus procurará ver a destreza dos nossos pés, pois o ide está antes da colheita, e o obedecer antes da recompensa.
Quem se oculta na cruz, é visto em Cristo. E nenhum trabalho nele é vão. Trabalhe com amor, semeie com ardor, afinal as dores do evangelho sempre geram contentamento.
1 Co 15.58.
Judite Araujo.

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