sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

perseguição ao Evangelho



O evangelho sempre foi e sempre será perseguido, mesmo após o arrebatamento, está escrito e a Palavra de Deus não passa nem se estingue. Por isso vemos atualmente as atitudes bárbaras de seus opositores, mas acima de qualquer luta, dor, vida e morte dos cristãos, está o progresso ativo do Evangelho. A perseguição é prova disso. Mas que homem, religião, política ou crença pode abater ou parar o progresso e marcha do evangelho?
Não esperemos que as autoridades mundiais façam nada em defesa do evangelho, pois não o farão. Quem defende o evangelho é o próprio Deus, mas está profetizado e efetivado morte e perseguição para seus anunciadores. Enquanto esse preço pago com vida e sangue, prisões e mártires, revolta e constrange a muitos cristãos, sobe a Deus como os sacrifícios da tarde, olorosos e revigorantes.
Nem a igreja em sua capacidade e força pode defender as vidas dos mártires do evangelho, e nem deve. Seu dever é anunciar as boas novas, e oferecer-se. Nunca esqueçamos que não somos as primícias, Jesus o foi!
Se parece desnecessário e cruel a morte de um cristão, por pregar a Cruz e a salvação em JESUS, talvez seja a hora de repensarmos nossa fé, nossas convicções e nossa doação feita no altar do Senhor, e partamos para trabalhar em outras áreas das profissões liberais e não a serviço de Deus. Pois no campo evangelístico o essencial é o evangelho, nunca seu anunciador. Paulo pode ainda nos explicar isso de forma categórica: em nada tenho a minha vida por preciosa...
já estou sendo oferecido como libação....a mim me é imposta esta obrigação....ou sou prisioneiro do evangelho.... deixando as coisas que para trás ficam, prossigo para o alvo.....já não vivo eu, Cristo vive em mim.....etc.
O que não pode acontecer a nós cristãos conscientes é o senso de responsabilidade, de que ainda há muito por fazer e nós ainda não completamos nossa missão. Ainda estamos em MARCHA!
Agora é certo que nenhuma agrura, perseguição e risco vão minar o poder, a força o sucesso e os resultados do evangelho. Ninguém na terra é grande, poderoso e forte para fazê-lo ineficiente ou calá-lo.
Policarpo, no vigor dos seus oitenta anos, declarou ao ser posto para morrer: " Não posso ser infiel ao Deus que me foi fiel toda a vida"!
O que eu e você poderemos dizer diante de tamanha barbárie hoje em dia é: ESTE EVANGELHO QUE PREGAMOS E PELO QUAL VIVEMOS É TÃO GRANDE, QUE NÃO PODEMOS OFERECER A DEUS POR ELE, MENOS QUE A NOSSA PRÓPRIA VIDA.
Judite Araujo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

rosas e segredos


Rumo ao norte


RUMO AO NORTE!!!
Borram os céus raios benditos, já fraco deita o sol,
em seu manto multicor se esconde, cabisbaixo o arrebol.
Morre do dia a pupila, pois a noite chega correndo,
enquanto meu barco em meio as matizes, continua singrando e singrando.
minhas mãos calejadas no leme, beijadas de orvalho e luar,
mantêm a bússola no norte!
Cordéis fortes, panos ao vento, banho de prata num mar cobalto,
ondas revoltas, lampejos no céu, arremetem contra minha proa,
mas deslizo sutil na garoa, mantendo minha bússola no norte!
Vem o medo, vem a bruma, vem o frio,
são mortíferos! são funestos! necessários?
singro nas águas sem chão, mas vem também a fé acalentar-me
nas plegárias, livrando meu olhar dos vácuos temerários,
Aprumando minha bússola no norte!
Quem tem Deus por guia, neste mar profundo,
jamais navegará sozinho, pois das alturas descobri estasiada,
era Ele, nunca eu, eram as Dele, nunca as minhas, as mãos que dirigiam o barco
que guiavam o leme, a esperança que cantava, a fé que me aninava, a paz que me inundava,
eram Dele as mãos que constantemente equilibravam a bússola pro norte!
Obrigada mestre e amigo, pelas horas e dias que incansavelmente me és por capitão, neste barco vulnerável que é a vida, sempre dependente de reparos.
Perdoa as impertinências, as teimosias, as obstinações e melancolias,
deste imaturo coração marinheiro, que em busca do farol, as vezes, entrega-se a revelia, mas confia nas mãos que o guiam para o norte!
Judite Araujo.


Quando Jacó abençoava seus filhos, disse que JOSÉ era como a planta que ultrapassa o muro. Isto fala de bênçãos e milagres que sobejam, que prosperam mesmo fora do seu contexto, do seu perímetro geográfico.
José prosperou na terra de sua aflição, longe de seu centro emotivo, de suas raízes. Com ele começaram as importações, as leis de tributo, a lei de ofertas, juros e trocas, da expansão de bens para terras estrangeiras.
Mas toda dádiva tem seu preço, o seu foi a perda da ligação afetiva de sua família, o corte dolorido do cordão umbilical. Que para ele nos propósitos divinos, causava dor, mas lhe outorgava oportunidades de conquistas e crescimento além do sonhado.
A prisão, a solidão, o desafio religioso, e o esquecimento não impediram suas águas de dessedentarem mais que o Nilo; de se estenderem pela terra, além dos domínios do Egito, soprando seus préstimos, numa busca do passado, até alcançar novamente as suas raízes quase extintas, e enxertá-las desta vez no zambujeiro, perto das águas, mas produzindo frutos de dor.
Mas guardados limpos, revigorados e originais permaneceram os esboços do plano divino, onde um velho, um menino e uma túnica, apontavam para um monte, um homem e uma cruz. Donde as águas da salvação, jamais interrompidas se lançam
profusas e constantes a oferecer solução para as mazelas do mundo.
Judite Araujo.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O espólio de Acsa



Acsa era a única herdeira de toda o espólio que Calebe havia esperado quarenta e cinco anos para possuir. Chegou diante de Calebe, seu pai, e relatou-lhe as condições precárias da terra que herdara: "me deste terra seca". Porque ele havia lhe dado a parte inferior da terra,sendo ela a melhor dos termos de Israel, não sabemos.
Mas o que aprendemos com esta mulher decidida é que ela não acomodou-se a uma vida seca e sem esperanças, ela vislumbrou mudanças e melhorias ao que lhe pertencia. Foi ao pai para melhorar e ampliar seu dote, aprendeu com ele mesmo, que nada vem de graça, para toda conquista há um preço pago por anos algumas vezes, Calebe sabia essa verdade. Havia sido a mensagem viva de esperança e fé que Acsa conhecia e copiava.
Acsa conviveu com a espera do pai e seus muitos planos para a terra em promessa desde Moisés. Agora munida da experiência, que nutrira sua infância e juventude, parte decidida a conquistar de forma legítima grandes melhorias.
Seu pai então, diante de sua firmeza e discernimento dos problemas e suas soluções, lhe dá as fontes superiores e inferiores, nascidas na montanha sagrada de Hermom.
Por certo naquele dia, o legado de Acsa foi alargado, e seu exemplo fincado na história a inspirar por gerações, as lições de como conquistar e pedir as bênçãos de Deus.
Deus não tem pouco para nós, mas assim como Acsa fez no ato do pedido devemos nós fazer: Ela desceu do jumento, em humildade, em demonstração clara da obediência ao domínio do pai. Devemos agir assim com Deus.
Ela pediu o que precisava, não adulterou-se pela vaidade. Soube pedir. Jesus disse que não conquistamos na maioria das vezes porque pedimos mal.
Calebe neste texto representa Deus, o pai que tendo tudo, dá o melhor aos seus filhos.
Otiniel, marido de Acsa, representa o Espírito Santo, que instrui e acompanha a esposa enquanto ela pede as dádivas divinas, para pedi-las com sabedoria.
As fontes superiores são eternas, providas do céu onde devemos pensar e buscar primeiro. Dons, talentos, poder, fé, renovação, unção, batismo com Esp. Santo etc.
As fontes inferiores são as bênção terrenas, que embora descendam das eternas, são necessárias para a vida na terra. Tais como: saúde, casamento, emprego, estudo, casa, lazer, família, amizade , bens etc.
Os rios de Deus são perfeitos, dessedentam aqui e na eternidade. Poder beber e usufruir de suas águas é um merecimento apenas encontrado em Cristo.
É desejo dele que enquanto aqui, neste torrão seco e perecível, usufruamos de águas correntes, purificadoras e nos saciemos, de forma completa, até que passemos a saciar-nos das fontes eternas, transcendentais, onde a alma será feliz, sem usura, sem pobreza, sem resquícios de maldade, eternamente cercada dos rios da vida que brotam do trono de Deus.
Judite Araujo.

pintura divina


enxerto divino